Futebol é uma coisa engraçada, dificilmente o cenário que se desenha nos primeiros minutos de jogo, se confirma. O que dirá de antes da partida. Acredito que se a loteria esportiva não tivesse a possibilidade de jogos duplos e triplos, ninguém vencesse. Quem iria adivinhar uma goleada de 5 x 0 do Corinthians em cima do então 100% de aproveitamento São Paulo? E quem viu o primeiro tempo de Flamengo x Atlético-MG jamais afirmaria um elástico 4 x 1 para o rubro-negro da gávea.
Assim foi com nosso querido Gigante da Colina. Antes do jogo era uma vitória certa, deseja e obrigatória, devido aos 4 pontos entregues nos minutos finais das ultimas duas partidas, sendo dois destes dentro de casa. No começo do jogo parecia que iríamos descontar o chocolate sofrido contra o Cocha Branca. Antes de um minuto, Fagner entra na área pela direta e quase abre o placar. Logo em seguida, o queridinho da camisa 7 repete a jogada, cruza rasteiro para dentro da área, Alecsandro não consegue finalizar, a bola sobra para Felipe, que vinha de traz, e acerta um lindo gol de canhotinha: pronto, começaria a goleada e a distribuição de João Sorrisão dentre os Cruz-maltinos.
Ah se fosse verdade! O jogo não passou disso. Algumas boas chances desperdiçadas, o time jogando no contra-ataque, a lateral-esquerda que num fede nem cheira, o trio defensivo Prass-Dedé-Martins cada vez mais afiado e a teimosia do Ricardo Gomes de só dar 20 minutos de bola ao menino Bernardo (por sinal, artilheiro).
Depois duma festança de Oxalá, seguida da de Xangô, esperava um glória melhor do nosso amado clube. Quero ver a postura adotada contra Cruzeiro e Corinthians! Esses sim serão pauleiras e prepararão o caminho para a estréia mais ou menos nervosa do Reizinho dia 09/07.
Diário de bordo dum vascaíno louco, muito louco pelo seu time! Como a vida é uma só, nem só de futebol viverá o blog, mas as postagens estarão sempre relacionadas a alguma coisa do CRVG.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
19/06/2011 – Grêmio x Vasco da Gama – Olímpico – Campeonato Brasileiro, 5ª Rodada.
Os amigos que assistiram ao jogo na TV aberta muito provavelmente viram que eu estive presente no Estádio Olímpico Monumental, com direito a dancinha do João Sorrisão – bem como o xodó vascaíno, Bernardo da Colina.
A viagem a POA teve como desculpa principal o jogo, mas confesso que muito dificilmente viria caso não pudesse passar alguns dias. A última vez que estive nestas terras gaúchas tinha sido em janeiro de 2005, quando da realização do 3º fórum social mundial. Àquela época era governo do PT no RS, 3º ano de Lula à presidência e Hugo Chaves estava no auge da influência frente às organizações de esquerda na América Latina. A estiagem castigava não só os porto-alegrenses, mas como também todos nós que acampávamos no Parque Harmonia. Vivia um recém namoro, com o maior amor pelo qual já senti por uma garota e a empolgação com a faculdade (acabado de terminar o primeiro período) e com a luta por mudar o mundo me empolgavam muito mais do que o Vasco ou o espírito.
Qual não foi a surpresa, quando 6 anos depois volto a POA, e passo na Av. Borges de Medeiros por de baixo da passarela linda em que a passeata do fórum cruzou. Surpreendi-me por reconhecer aquele lugar que continua lindo e abandonado e por ter novamente sentido a empolgação daquela passeata – apesar dessa vez estar acompanhado de alguns poucos loucos cruz-maltinos, de noite, indo nos alcoolizar junto à uns tantos gremistas...
Para os apaixonados por futebol, ou simplesmente para aqueles que queiram um turismo mais completo, passar uma noite no Brechó do Futebol (www.brechodofutebol.com) é uma experiência reconfortante: as fotos nas paredes, os cachecóis (ou “manta”, como a gurizada diz por aqui) no teto, as duas televisões transmitindo esportes, o som tocando de NoFX à Rolling Stones, passando por Blues Etílicos e Guns’n Roses, sem esquecer do prato principal: petiscos e um cardápio enorme de cervejas nacionais e importadas que fogem ao comum brahma-skol-antártica. Infelizmente não consegui visitar o brechó propriamente dito, aonde se vendem as camisas de futebol.
Lembrei-me muito destas cervejas durante a partida. A esperança de poder saborear uma boa bebida durante um jogo parece que só irá se realizar durante a copa do mundo, quando o governo brasileiro será obrigado a romper sua própria lei e permitir a venda exclusiva de Haineken nos estádios.
A banda da Geral do Grêmio, barra-brava de nossos bravos aliados, também foi uma bela surpresa. Os trompetes e as murgas se combinam de forma harmoniosa a empolgação apaixonada das canções entoadas pela torcida durante os 105 minutos, ou mais! Por sinal, o Rio de Janeiro deveria copiar não as letras da banda, mas sua qualidade musical e, também, o fato de aqui se ter passe-livre nos ônibus em determinados dias do mês. Tivemos a sorte de estarmos presentes num dia de vacinação pública e, por isso, viajamos de graça. Justo não? Se a vacinação tem por objetivo atingir toda a população, nada melhor que garantir o direito de se ir e vir das pessoas. A saúde pública deve ser prioridade frente aos exorbitantes lucros das empresas de transporte coletivo...
O dia da partida chegou, após um sábado em que assistimos à um ensaio da banda da geral e uma noite na cidade baixa, e a expectativa era de vitória. O ataque gremista é muito fraco e seria a estréia do time campeão da Copa do Brasil no brasileirão. Éramos cerca de um milhar de vascaínos, mas a torcida gremista não era muito grande. Após um etílico convívio com a gurizada do sul, adentramos o estádio antes da chuva. Novamente Oyá nos presenteara com sua presença.
A partida em si não teve nada de mais, apenas a triste constatação de que o Vasco foi melhor quando Felipe saiu, e por incrível que pareça, passamos a jogar com 3 volantes e que Ricardo Gomes ainda demora muito tempo para mexer. Por mais que Diego Souza estivesse rendendo pouco quando saiu para a entrada de Bernardo, aos 28 min da etapa final, seria melhor que se tivesse retirado um volante e jogado com dois homens de marcação. A opção por 3 volantes libera mais os laterais, e tendo Alecsandro, depois Elton, como centro-avante, de fato as jogadas pelas pontas são uma das melhores jogadas. No entanto, a fragilidade do tricolor rio-grandense nos permitiria ter, por exemplo, Bernardo entrando aos 10min, quando Felipe saiu lesionado e Jéferson no lugar de Diego Souza nos 15 a 20 min finais. Outra monumental alegria foi ver Fernando Prass defendendo um pênalti! Esperanças de que seja a sorte de campeão!
No mais, o campeonato é longo, temos plenas condições de ganhar pontos fora de casa contra times como América-MG, Atlético-GO, Avaí, Atlético-PR, Bahia, Figueirense, além dos clássicos cariocas: botafogo e fluminense estão muito ruins e o Flamengo ainda não mostrou a que veio. Mas como “clássico é clássico e vice-versa”, não dá para contar com estes pontos, apesar de ter o CRVG como favorito...
Antes de retornar ainda foi possível adquirir algumas cuias de chimarrão para presentear as 4 mocinhas aniversariantes destas duas semanas e mais uma pro meu caboclo boiadeiro e a erva pro da mãe!
Repleto de boas lembranças de Porto Alegre, vamos seguir em busca dos 3 pontos em Goiáis!
A viagem a POA teve como desculpa principal o jogo, mas confesso que muito dificilmente viria caso não pudesse passar alguns dias. A última vez que estive nestas terras gaúchas tinha sido em janeiro de 2005, quando da realização do 3º fórum social mundial. Àquela época era governo do PT no RS, 3º ano de Lula à presidência e Hugo Chaves estava no auge da influência frente às organizações de esquerda na América Latina. A estiagem castigava não só os porto-alegrenses, mas como também todos nós que acampávamos no Parque Harmonia. Vivia um recém namoro, com o maior amor pelo qual já senti por uma garota e a empolgação com a faculdade (acabado de terminar o primeiro período) e com a luta por mudar o mundo me empolgavam muito mais do que o Vasco ou o espírito.
Qual não foi a surpresa, quando 6 anos depois volto a POA, e passo na Av. Borges de Medeiros por de baixo da passarela linda em que a passeata do fórum cruzou. Surpreendi-me por reconhecer aquele lugar que continua lindo e abandonado e por ter novamente sentido a empolgação daquela passeata – apesar dessa vez estar acompanhado de alguns poucos loucos cruz-maltinos, de noite, indo nos alcoolizar junto à uns tantos gremistas...
Para os apaixonados por futebol, ou simplesmente para aqueles que queiram um turismo mais completo, passar uma noite no Brechó do Futebol (www.brechodofutebol.com) é uma experiência reconfortante: as fotos nas paredes, os cachecóis (ou “manta”, como a gurizada diz por aqui) no teto, as duas televisões transmitindo esportes, o som tocando de NoFX à Rolling Stones, passando por Blues Etílicos e Guns’n Roses, sem esquecer do prato principal: petiscos e um cardápio enorme de cervejas nacionais e importadas que fogem ao comum brahma-skol-antártica. Infelizmente não consegui visitar o brechó propriamente dito, aonde se vendem as camisas de futebol.
Lembrei-me muito destas cervejas durante a partida. A esperança de poder saborear uma boa bebida durante um jogo parece que só irá se realizar durante a copa do mundo, quando o governo brasileiro será obrigado a romper sua própria lei e permitir a venda exclusiva de Haineken nos estádios.
A banda da Geral do Grêmio, barra-brava de nossos bravos aliados, também foi uma bela surpresa. Os trompetes e as murgas se combinam de forma harmoniosa a empolgação apaixonada das canções entoadas pela torcida durante os 105 minutos, ou mais! Por sinal, o Rio de Janeiro deveria copiar não as letras da banda, mas sua qualidade musical e, também, o fato de aqui se ter passe-livre nos ônibus em determinados dias do mês. Tivemos a sorte de estarmos presentes num dia de vacinação pública e, por isso, viajamos de graça. Justo não? Se a vacinação tem por objetivo atingir toda a população, nada melhor que garantir o direito de se ir e vir das pessoas. A saúde pública deve ser prioridade frente aos exorbitantes lucros das empresas de transporte coletivo...
O dia da partida chegou, após um sábado em que assistimos à um ensaio da banda da geral e uma noite na cidade baixa, e a expectativa era de vitória. O ataque gremista é muito fraco e seria a estréia do time campeão da Copa do Brasil no brasileirão. Éramos cerca de um milhar de vascaínos, mas a torcida gremista não era muito grande. Após um etílico convívio com a gurizada do sul, adentramos o estádio antes da chuva. Novamente Oyá nos presenteara com sua presença.
A partida em si não teve nada de mais, apenas a triste constatação de que o Vasco foi melhor quando Felipe saiu, e por incrível que pareça, passamos a jogar com 3 volantes e que Ricardo Gomes ainda demora muito tempo para mexer. Por mais que Diego Souza estivesse rendendo pouco quando saiu para a entrada de Bernardo, aos 28 min da etapa final, seria melhor que se tivesse retirado um volante e jogado com dois homens de marcação. A opção por 3 volantes libera mais os laterais, e tendo Alecsandro, depois Elton, como centro-avante, de fato as jogadas pelas pontas são uma das melhores jogadas. No entanto, a fragilidade do tricolor rio-grandense nos permitiria ter, por exemplo, Bernardo entrando aos 10min, quando Felipe saiu lesionado e Jéferson no lugar de Diego Souza nos 15 a 20 min finais. Outra monumental alegria foi ver Fernando Prass defendendo um pênalti! Esperanças de que seja a sorte de campeão!
No mais, o campeonato é longo, temos plenas condições de ganhar pontos fora de casa contra times como América-MG, Atlético-GO, Avaí, Atlético-PR, Bahia, Figueirense, além dos clássicos cariocas: botafogo e fluminense estão muito ruins e o Flamengo ainda não mostrou a que veio. Mas como “clássico é clássico e vice-versa”, não dá para contar com estes pontos, apesar de ter o CRVG como favorito...
Antes de retornar ainda foi possível adquirir algumas cuias de chimarrão para presentear as 4 mocinhas aniversariantes destas duas semanas e mais uma pro meu caboclo boiadeiro e a erva pro da mãe!
Repleto de boas lembranças de Porto Alegre, vamos seguir em busca dos 3 pontos em Goiáis!
domingo, 12 de junho de 2011
11/06/2011 - Vasco da Gama x Figueirense - São Januário - Campeonato Brasileiro, 4ª Rodada
Dessa vez este que vos escreve não foi ao jogo, tão pouco assistiu pela televisão. Tive apenas o breve prazer de ter escutado a vitória parcial no primeiro tempo. Os amigos devem estar se perguntando, "como assim o Daniel não foi ao jogo da entrega das faixas de campeão da Copa do Brasil e da reapresentação do Juninho? Estaria ele trabalhando?" Para espanto geral, não estava trabalhado. Na minha escala era sim meu dia. Pegaria das 15H às 23H. Mas uma troca com o amigo Leonardo, da equipe "C", permitiu-me ter o sabadão de folga. Ora, então que diabos fazia eu de tão importante que não fui ao jogo, nem pude assistir pela tv, tão pouco escutar o segundo tempo no rádio?
Caros, a verdade é que em algumas situações o cidadão se vê obrigado a optar entre um ou outra situação que lhe é muito importante. No meu caso, tenho sempre que ponderar Emprego, Família, Vasco e Religião. Já houve uma época que um quinto elemento fazia parte, mas hoje em dia, perdeu minha dedicação... falaremos deste noutro momento. Pois bem, não estar no jogo contra Figueirense (que por sinal considerava vitória certa), mas sobre tudo não estar na festa para rever o meu reizinho e comemorar um pouco mais a Copa, foi fruto de uma dessas escolhas.
A partida me frustou um bucado: escalar três volantes, deixando o Jéferson no banco, e ver novamente o Fernando entregando a paçoca pro adversário, sobretudo no finalzinho do jogo dentro de casa (2 pontos no brasileirão fazem toda a falta) é de amargar qualquer cristão. Mas ressalvo, o pior foi não estar no Caldeirão em momento de tanta alegria para a torcida vascaina!
Minha escolha se deu simplesmente entre estar na Festa de Seu Tranca Rua das Almas, ou estar na Festa do reizinho. A escolha foi feita, e não me arrependo. Agora, na reestreia do reizinho, eu vou de qualquer jeito, não importa o que haja - tá bom, uma emergência na minha família seria algo a se pensar!
Este post será breve, basta relatar que consegui que alguns Flamenguistas que nunca torceram para o Vasco quisessem nossa conquista no dia 08 de Junho. Portanto, minha presença no terreiro era mais do que um dever, era um gesto de gratidão!
Até a próxima partida, e saudações cruz-maltinas!
Caros, a verdade é que em algumas situações o cidadão se vê obrigado a optar entre um ou outra situação que lhe é muito importante. No meu caso, tenho sempre que ponderar Emprego, Família, Vasco e Religião. Já houve uma época que um quinto elemento fazia parte, mas hoje em dia, perdeu minha dedicação... falaremos deste noutro momento. Pois bem, não estar no jogo contra Figueirense (que por sinal considerava vitória certa), mas sobre tudo não estar na festa para rever o meu reizinho e comemorar um pouco mais a Copa, foi fruto de uma dessas escolhas.
A partida me frustou um bucado: escalar três volantes, deixando o Jéferson no banco, e ver novamente o Fernando entregando a paçoca pro adversário, sobretudo no finalzinho do jogo dentro de casa (2 pontos no brasileirão fazem toda a falta) é de amargar qualquer cristão. Mas ressalvo, o pior foi não estar no Caldeirão em momento de tanta alegria para a torcida vascaina!
Minha escolha se deu simplesmente entre estar na Festa de Seu Tranca Rua das Almas, ou estar na Festa do reizinho. A escolha foi feita, e não me arrependo. Agora, na reestreia do reizinho, eu vou de qualquer jeito, não importa o que haja - tá bom, uma emergência na minha família seria algo a se pensar!
Este post será breve, basta relatar que consegui que alguns Flamenguistas que nunca torceram para o Vasco quisessem nossa conquista no dia 08 de Junho. Portanto, minha presença no terreiro era mais do que um dever, era um gesto de gratidão!
Até a próxima partida, e saudações cruz-maltinas!
sexta-feira, 10 de junho de 2011
08/06/2011 – Coritiba x Vasco da Gama – Couto Pereira – 2ª partida da Final da Copa do Brasil – CRVG campeão!
Saímos de São Januário por volta das 1:30 da madrugada do dia 08 do mês corrente. Assim que cheguei no bar da guerreiros – como é conhecido o bar do Sr. Joélcio, por ser o ponto de encontro dos Guerreiros do Almirante – chovia um verdadeiro “pé d’água”. Iansã começava ali seu trabalho de limpeza dos anos de desventuras que carregávamos. Fomos, assim, banhados pela esperança da nova taça até a friorenta cidade de Curitiba.
As 13 horas dentro do ônibus correram daquele jeito: cerveja, bebidas, “batizado” dos novatos de caravanas, “briga” entre os do fundo e os da frente e muita, mas muita música de incentivo ao nosso amado clube.
Falar dos detalhes do ônibus, dos companheiros, do preço abusivo dos alimentos nas paradas, do sono, do desconforto de só poder defecar nos banheiros do Graal, enfim, de todo o perrengue que os aventureiros de excursão pelos estádios de futebol do Brasil a fora sofrem, me parecem sem muito sentido agora. Deixemos para outro momento estes por menores fascinantes do mundo de um torcedor, louco, muito louco!
A verdade é que nenhum incomodo era maior que a ansiedade do apito final e do grito engasgado. Confesso que o Couto Pereira lota é de arrepiar. A torcida coxa-branca se impõem em campo. E o time responde. É claro que no momento em que o Vasco fez o 1 x 0 com o “mito” Alecsandro, o silencio era algo muito estranho. Mas o time deles reagiu e empolgou-os de novo. No 2 x 1 coxa, tive medo pela primeira vez. Até então me sentia confiante. Ansioso, mas confiante.
Falava que o silêncio era algo estranho após o primeiro gol cruzmaltino. Explico-me. A verdade é que após o gol e os primeiros gritos, a maior parte da torcida só conseguia se abraçar, chorar e agradecer! Faço parte de um movimento de torcedores, os Guerreiros do Almirante, que já assistiu a muitos títulos vascaínos, mas somente individualmente. Como grupo, ainda não tínhamos tido este gosto. A minha geração, que viveu a adolescência e as primeiras experiências de arquibancada na década de 1990, se acostumou as taças: tri campeão invicto (92-93-94), Brasileiro com o Recorde de artilharia (97), Carioca e Libertadores no ano do centenário (98), Taça Rio-São Paulo (99) e Brasileiro e Mercossul, na vira mais empolgante da História do futebol (2000).
A longa demora, quando olhada dentro da História do Vasco, em particular, e do Futebol, em geral, não é nenhuma novidade. Tivemos o vácuo de 1958-1966, seguido por 1966-1974. Como a História só se repete como farsa ou como tragédia, quis o destino que neste novo período de seca, fossemos parar no submundo... Águas passadas não movem moinho, mas títulos novos nos levam às Américas!
O primeiro gol do “Mito” Alecsandro e veio a certeza: Vasco campeão! O time jogava mal. Era somente transpiração. De nada lembrava a técnica e o domínio sobre o adversário na casa deste, como contra o Náutico, Atlético-PR e Avaí. Erros na proteção à melhor dupla de zagueiros do País, principalmente com o cabeça de área, Eduardo Costa (aliais, deveria pegar logo a camisa 5, uma vez que a 8 volta ao reizinho), que até marcava bem, mas errava nos passes, e na lateral esquerda, com Ramon nem marcando bem, nem atacando com presteza.
Em dois desses erros, duas duchas de muito frio. Auge do nervosismo! A como faz falta um surdo numa torcida. Tínhamos que apoiar somente com nossas vozes roucas e engasgadas. No intervalo, a discussão com um amigo da banda da colina só mostrava que sentíamos medo...
Começa o segundo tempo e somos poucos cantando: “o Vasco é o time da virada, o Vasco é o time do amor, lêlêlê lêlê, oh oh ooooo”. Aquela partida truncada, Felipe dando carrinho na lateral e evitando a bola sair. Ah nosso maestro, como eu queria que teu chute tivesse acertado o gol em Tóquio no ano de 1998...! Tu és a garra que todo vascaíno sente: Edmundo, Juninho, Felipe, ídolos recentes que não sentem vergonha em chorar de emoção pelo vascão, mas que em campo nunca param de lutar! E esse espírito inflamou Eder Luiz. Naquele momento cantávamos quase sozinhos, “Oooh Vamos ganhar Vasco, Vamos ganhar Vasco, vamos ganhar Vascoooo oh!”, quando o destino se impôs e a curva da bola, o zagueiro a frente da visão do goleiro, fez com que o chute mágico do dentucinho cruzasse a linha que separa a meta do quase: segundo gol cruz-maltino e novamente a certeza: esse título é nosso! Novas lágrimas não se contiveram nos olhos de muitos.
Por alguns lances acreditei que o Vasco sairia de lá não só campeão, mas como também vitorioso. Contra-ataque veloz, Alecsandro recebe de Eder Luiz pela direita na entrada da área, mas chuta por cima do gol enquanto Bernardo esperava livre de marcação pela esquerda. Em novo momento do camisa 7, recebe no semi-circulo clareia o chute, corta pra esquerda, mas os marcadores permanecem em sua frente e o lance esfria... Noutra oportunidade, o novo queridinho de São Januário adentra a área e chuta para a defesa do goleiro do coxa... Não importa a ordem destas oportunidades. Mas no segundo tempo, forma praticamente estas as chances do Clube do Almirante. No mais, haja estomago para agüentar a pressão coritibana. Ainda mais quando com um tiro certeiro passaram a frente no placar novamente.
Ah como o tempo demora a passar... ah como o frio parecia querer nos matar. A verdade, no entanto, é maravilhosa, e sim, podemos gritar: “é campeão!” Abraços, orações, agradecimentos, xingamentos, “Vice é o caralho!”, esperança em conquistar novamente as Américas, esperanças em Tóquio! O gigante de vez em quando hiberna, mas quando acorda, levanta com fome. Começamos a comer, e esperamos não pararmos com nenhuma indigestão! Senhores beneméritos e conselheiros. Senhores cartolas e empresários. Suas vidas cheias de riqueza e glamur depende de nossa paixão. Não estraguem nosso Vasco em mais uma fatídica eleição. Dinamite, volte a ser ídolo e acabe com esta sua hipocrizia. Já que vai fazer as pazes com nosso Animal, repense tua vida. Repense porque o único vice-presidente honrado que te apoiava te abandonou – Luso Soares da Costa merecia mais respeito presidente! Acabe com essa vergonhosa “genro-tour”. Eurico, sei que sentis-te alegria com esta conquista. Não deixe se empolgar pela disputa de poder. Nosso Club de Regatas Vasco da Gama precisa continuar a comer as copas e taças pelo mundo a fora!
Doce vitória! Para completar, Iansã deu novamente o ar da graça. Por trêz vezes estourou seu trovoar antes da chuva começar. Primeiro vieram os Granizos, lembrando o gelo que sentíamos em nosso peito. Depois a chuva, lavando nossas almas. A mesma chuva veio conosco estrada a cima e desceu sobre São Januário, terminado de lavar todo vascaíno apaixonado! Eparréi Oyá!
Eu acordei depois de dias andando pelo Vasco. Mais de 1600 Km percorridos em 3 dias sem sono e sem alimentação decente. Mas valeu. Ogum Ié! Nos levou e nos trouxe em segurança! Hoje acordei para um longuíssimo dia de trabalho e continuo sendo campeão! Eu sou um campeão! Eu e meus companheiros guerreiros vivemos aquilo mais intensamente que muito atleta por aí! Esse título ninguém tira de nós!
As 13 horas dentro do ônibus correram daquele jeito: cerveja, bebidas, “batizado” dos novatos de caravanas, “briga” entre os do fundo e os da frente e muita, mas muita música de incentivo ao nosso amado clube.
Falar dos detalhes do ônibus, dos companheiros, do preço abusivo dos alimentos nas paradas, do sono, do desconforto de só poder defecar nos banheiros do Graal, enfim, de todo o perrengue que os aventureiros de excursão pelos estádios de futebol do Brasil a fora sofrem, me parecem sem muito sentido agora. Deixemos para outro momento estes por menores fascinantes do mundo de um torcedor, louco, muito louco!
A verdade é que nenhum incomodo era maior que a ansiedade do apito final e do grito engasgado. Confesso que o Couto Pereira lota é de arrepiar. A torcida coxa-branca se impõem em campo. E o time responde. É claro que no momento em que o Vasco fez o 1 x 0 com o “mito” Alecsandro, o silencio era algo muito estranho. Mas o time deles reagiu e empolgou-os de novo. No 2 x 1 coxa, tive medo pela primeira vez. Até então me sentia confiante. Ansioso, mas confiante.
Falava que o silêncio era algo estranho após o primeiro gol cruzmaltino. Explico-me. A verdade é que após o gol e os primeiros gritos, a maior parte da torcida só conseguia se abraçar, chorar e agradecer! Faço parte de um movimento de torcedores, os Guerreiros do Almirante, que já assistiu a muitos títulos vascaínos, mas somente individualmente. Como grupo, ainda não tínhamos tido este gosto. A minha geração, que viveu a adolescência e as primeiras experiências de arquibancada na década de 1990, se acostumou as taças: tri campeão invicto (92-93-94), Brasileiro com o Recorde de artilharia (97), Carioca e Libertadores no ano do centenário (98), Taça Rio-São Paulo (99) e Brasileiro e Mercossul, na vira mais empolgante da História do futebol (2000).
A longa demora, quando olhada dentro da História do Vasco, em particular, e do Futebol, em geral, não é nenhuma novidade. Tivemos o vácuo de 1958-1966, seguido por 1966-1974. Como a História só se repete como farsa ou como tragédia, quis o destino que neste novo período de seca, fossemos parar no submundo... Águas passadas não movem moinho, mas títulos novos nos levam às Américas!
O primeiro gol do “Mito” Alecsandro e veio a certeza: Vasco campeão! O time jogava mal. Era somente transpiração. De nada lembrava a técnica e o domínio sobre o adversário na casa deste, como contra o Náutico, Atlético-PR e Avaí. Erros na proteção à melhor dupla de zagueiros do País, principalmente com o cabeça de área, Eduardo Costa (aliais, deveria pegar logo a camisa 5, uma vez que a 8 volta ao reizinho), que até marcava bem, mas errava nos passes, e na lateral esquerda, com Ramon nem marcando bem, nem atacando com presteza.
Em dois desses erros, duas duchas de muito frio. Auge do nervosismo! A como faz falta um surdo numa torcida. Tínhamos que apoiar somente com nossas vozes roucas e engasgadas. No intervalo, a discussão com um amigo da banda da colina só mostrava que sentíamos medo...
Começa o segundo tempo e somos poucos cantando: “o Vasco é o time da virada, o Vasco é o time do amor, lêlêlê lêlê, oh oh ooooo”. Aquela partida truncada, Felipe dando carrinho na lateral e evitando a bola sair. Ah nosso maestro, como eu queria que teu chute tivesse acertado o gol em Tóquio no ano de 1998...! Tu és a garra que todo vascaíno sente: Edmundo, Juninho, Felipe, ídolos recentes que não sentem vergonha em chorar de emoção pelo vascão, mas que em campo nunca param de lutar! E esse espírito inflamou Eder Luiz. Naquele momento cantávamos quase sozinhos, “Oooh Vamos ganhar Vasco, Vamos ganhar Vasco, vamos ganhar Vascoooo oh!”, quando o destino se impôs e a curva da bola, o zagueiro a frente da visão do goleiro, fez com que o chute mágico do dentucinho cruzasse a linha que separa a meta do quase: segundo gol cruz-maltino e novamente a certeza: esse título é nosso! Novas lágrimas não se contiveram nos olhos de muitos.
Por alguns lances acreditei que o Vasco sairia de lá não só campeão, mas como também vitorioso. Contra-ataque veloz, Alecsandro recebe de Eder Luiz pela direita na entrada da área, mas chuta por cima do gol enquanto Bernardo esperava livre de marcação pela esquerda. Em novo momento do camisa 7, recebe no semi-circulo clareia o chute, corta pra esquerda, mas os marcadores permanecem em sua frente e o lance esfria... Noutra oportunidade, o novo queridinho de São Januário adentra a área e chuta para a defesa do goleiro do coxa... Não importa a ordem destas oportunidades. Mas no segundo tempo, forma praticamente estas as chances do Clube do Almirante. No mais, haja estomago para agüentar a pressão coritibana. Ainda mais quando com um tiro certeiro passaram a frente no placar novamente.
Ah como o tempo demora a passar... ah como o frio parecia querer nos matar. A verdade, no entanto, é maravilhosa, e sim, podemos gritar: “é campeão!” Abraços, orações, agradecimentos, xingamentos, “Vice é o caralho!”, esperança em conquistar novamente as Américas, esperanças em Tóquio! O gigante de vez em quando hiberna, mas quando acorda, levanta com fome. Começamos a comer, e esperamos não pararmos com nenhuma indigestão! Senhores beneméritos e conselheiros. Senhores cartolas e empresários. Suas vidas cheias de riqueza e glamur depende de nossa paixão. Não estraguem nosso Vasco em mais uma fatídica eleição. Dinamite, volte a ser ídolo e acabe com esta sua hipocrizia. Já que vai fazer as pazes com nosso Animal, repense tua vida. Repense porque o único vice-presidente honrado que te apoiava te abandonou – Luso Soares da Costa merecia mais respeito presidente! Acabe com essa vergonhosa “genro-tour”. Eurico, sei que sentis-te alegria com esta conquista. Não deixe se empolgar pela disputa de poder. Nosso Club de Regatas Vasco da Gama precisa continuar a comer as copas e taças pelo mundo a fora!
Doce vitória! Para completar, Iansã deu novamente o ar da graça. Por trêz vezes estourou seu trovoar antes da chuva começar. Primeiro vieram os Granizos, lembrando o gelo que sentíamos em nosso peito. Depois a chuva, lavando nossas almas. A mesma chuva veio conosco estrada a cima e desceu sobre São Januário, terminado de lavar todo vascaíno apaixonado! Eparréi Oyá!
Eu acordei depois de dias andando pelo Vasco. Mais de 1600 Km percorridos em 3 dias sem sono e sem alimentação decente. Mas valeu. Ogum Ié! Nos levou e nos trouxe em segurança! Hoje acordei para um longuíssimo dia de trabalho e continuo sendo campeão! Eu sou um campeão! Eu e meus companheiros guerreiros vivemos aquilo mais intensamente que muito atleta por aí! Esse título ninguém tira de nós!
domingo, 5 de junho de 2011
Coritiba x Vasco, Couto Pereira - 05/06/2011 - Campeonato brasileiro, 3ª rodada
Conheceráis a verdade, e a verdade vos libertará!
Ah triste verdade! Mais um começo de campeonato brasileiro, e novamente alguns clubes poupam titulares pensando nas fazes finais da Copa do Brasil e da Libertadores. Este ano houve algo engraçado, somente um clube permaneceu na Libertadores ainda antes de começar o brasileirão. Dentre os que disputavam a Copa do Brasil, o Vasco vinha de vento em polpa vencendo fora e em casa com o expressinho - e o Bernardo sendo artilheiro com 3 gols em 2 jogos.
Tudo muito lindo, tudo muito belo. A tabela parecia ter sorrido para nós! Começamos fora de casa pegando um time misto, depois dentro de casa contra um time fraco. Agora seria mais um time reserva. Pronto! 100% de aproveitamente antes de ser campeão! Mais 3 pontinhos que serão decisivos na última rodada do Brasileiro! Agente na final, eu já me preocupando com o frio que vou sentir em Curitiba sem ter nenhum casaco decente, cansado da dobra que fiz na Usina, pensei: vou assistir o Vasco bater nos reserva do Coxa, se manter na liderança do brasileirão e vamos rompeter tabus: ganhar um título semana que vem e acabar com essa história de que ao disputar uma outra competição, o brasileirão deva ser preterido...
Iludido eu... Estava me gabando de que o Vasco tinha elenco... Lembrei foi das 4 primeiras rodadas do carioca! Que zaga vergonhosa essa! Fernando, seja dispenssado logo! Você é muito lerdo! Jomar, que porra é essa? Aprendeu a marcar aonde, jogando botão? Max, que tu tava fazendo na lateral esquerda, quem nem atacava, nem marcava? E fagner, que couve filho? A contuzão afetou teu cérebro?
Pois bem. Constatado que nosso time precisa contratar dois zagueiros para o banco urgente! Temos a melhor dupla de zaga atuando no Brasil, em nosso time titular - aliáis, o Mano Menezes comeu cocô ao não convocar o Dedé! Põem o Thiago Silva como cabeça de área e joga o Dedé com a 4! Mas a reserva não dá nem pra disputar a segundona do carioca!!!
Porque me importar com um joguinho desses, se na quarta-feira temos tudo para sermos campeões? Ora bolas, porque 3 pontos no brasileiro fazem muita falta; porque levar 5 gols assim fazem muita diferença nos critériso de desempate; e principalmente por que caso nossos zagueiros titulares não possam atuar numa ou outra partida, estamos fuuuuuuuuuuu e mal pagos!!
Outra triste realidade que continua a me assombrar desde 2008 se chama Roberto Dinamite! Veicularam na mídia de que o ilustríssimo deputado estadual e mandatário do CRVG, disponibilizou para sócios 150 ingressos a R$80,00 em cima da hora. E que teria tirado estes ingressos de sua cota particular e de outros cartolas... Mentiraaaaaaaaaaaaa!!! Tirou foi das torcidas! Tirou da gente que está sempre em São Januário, mesmo nas noites de quarta, as 22H, num frio de matar, assistindo o vasco perde prra um timeco qualquer, como já aconteceu diversas vezes na nossa curta história recente (mas dolorosa). E num to falando que tirou ingressos de cortesia não. Iriamos pagar! O vasco recebeu 3500 ingressos pro jogo no Couto Pereira. Mil foram vendidos lá mesmo. Outros 2mil e 500 vieram para o rio. Nenhum foi posto em bileteria. A Guerreiros do Almirante, única torcida que não ganha ingressos, tinha conseguido a promessa de que a diretoria reservaria 200 ingressos para que comprassemos. Mentira! Foram somente 50. Pronto está ai os 150 que apareceram aos sócios... Mas o pior não é isso. O pior é que o Genro do bananamite é dono de uma agência de viagens, que veja bem, vendeu uma porrrada de pacotes de viagem para a final na pequena bagatela de 1500 reais!!!!! De onde vieram esses ingressos presidente?!?! Que íssoooooooo presidente!!?????!!
Enfim, negócio é se preparar pra mais uma dobrinha bonita na usina; resar para o motorista relamente não ser demitido; estudar um cadinho; preparar a aula de terça-feira; e, principalmente, arrumar a mochila para quarta-feira, dia 08 de Junho, uma data para entrar na História feliz de todo cruzmaltino!!
Saravá!
Ah triste verdade! Mais um começo de campeonato brasileiro, e novamente alguns clubes poupam titulares pensando nas fazes finais da Copa do Brasil e da Libertadores. Este ano houve algo engraçado, somente um clube permaneceu na Libertadores ainda antes de começar o brasileirão. Dentre os que disputavam a Copa do Brasil, o Vasco vinha de vento em polpa vencendo fora e em casa com o expressinho - e o Bernardo sendo artilheiro com 3 gols em 2 jogos.
Tudo muito lindo, tudo muito belo. A tabela parecia ter sorrido para nós! Começamos fora de casa pegando um time misto, depois dentro de casa contra um time fraco. Agora seria mais um time reserva. Pronto! 100% de aproveitamente antes de ser campeão! Mais 3 pontinhos que serão decisivos na última rodada do Brasileiro! Agente na final, eu já me preocupando com o frio que vou sentir em Curitiba sem ter nenhum casaco decente, cansado da dobra que fiz na Usina, pensei: vou assistir o Vasco bater nos reserva do Coxa, se manter na liderança do brasileirão e vamos rompeter tabus: ganhar um título semana que vem e acabar com essa história de que ao disputar uma outra competição, o brasileirão deva ser preterido...
Iludido eu... Estava me gabando de que o Vasco tinha elenco... Lembrei foi das 4 primeiras rodadas do carioca! Que zaga vergonhosa essa! Fernando, seja dispenssado logo! Você é muito lerdo! Jomar, que porra é essa? Aprendeu a marcar aonde, jogando botão? Max, que tu tava fazendo na lateral esquerda, quem nem atacava, nem marcava? E fagner, que couve filho? A contuzão afetou teu cérebro?
Pois bem. Constatado que nosso time precisa contratar dois zagueiros para o banco urgente! Temos a melhor dupla de zaga atuando no Brasil, em nosso time titular - aliáis, o Mano Menezes comeu cocô ao não convocar o Dedé! Põem o Thiago Silva como cabeça de área e joga o Dedé com a 4! Mas a reserva não dá nem pra disputar a segundona do carioca!!!
Porque me importar com um joguinho desses, se na quarta-feira temos tudo para sermos campeões? Ora bolas, porque 3 pontos no brasileiro fazem muita falta; porque levar 5 gols assim fazem muita diferença nos critériso de desempate; e principalmente por que caso nossos zagueiros titulares não possam atuar numa ou outra partida, estamos fuuuuuuuuuuu e mal pagos!!
Outra triste realidade que continua a me assombrar desde 2008 se chama Roberto Dinamite! Veicularam na mídia de que o ilustríssimo deputado estadual e mandatário do CRVG, disponibilizou para sócios 150 ingressos a R$80,00 em cima da hora. E que teria tirado estes ingressos de sua cota particular e de outros cartolas... Mentiraaaaaaaaaaaaa!!! Tirou foi das torcidas! Tirou da gente que está sempre em São Januário, mesmo nas noites de quarta, as 22H, num frio de matar, assistindo o vasco perde prra um timeco qualquer, como já aconteceu diversas vezes na nossa curta história recente (mas dolorosa). E num to falando que tirou ingressos de cortesia não. Iriamos pagar! O vasco recebeu 3500 ingressos pro jogo no Couto Pereira. Mil foram vendidos lá mesmo. Outros 2mil e 500 vieram para o rio. Nenhum foi posto em bileteria. A Guerreiros do Almirante, única torcida que não ganha ingressos, tinha conseguido a promessa de que a diretoria reservaria 200 ingressos para que comprassemos. Mentira! Foram somente 50. Pronto está ai os 150 que apareceram aos sócios... Mas o pior não é isso. O pior é que o Genro do bananamite é dono de uma agência de viagens, que veja bem, vendeu uma porrrada de pacotes de viagem para a final na pequena bagatela de 1500 reais!!!!! De onde vieram esses ingressos presidente?!?! Que íssoooooooo presidente!!?????!!
Enfim, negócio é se preparar pra mais uma dobrinha bonita na usina; resar para o motorista relamente não ser demitido; estudar um cadinho; preparar a aula de terça-feira; e, principalmente, arrumar a mochila para quarta-feira, dia 08 de Junho, uma data para entrar na História feliz de todo cruzmaltino!!
Saravá!
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