sábado, 30 de julho de 2011

28/07/2011 – Vasco da Gama x Bahia – São Januário, Brasileiro, 12ª Rodada.

A verdade é que não sei o que escrever. Era o primeiro jogo do Dedé pós-convocação e ele não decepcionou, jogou muito bem e foi fundamental pela não ampliação do placar pelo Bahia. Não falhou no Gol, que na verde foi um mole inexplicável.

Seria a quarta vitória seguida e o esperado era São Januário cheio, ainda mais com o preço reduzido para R$ 20,00 a inteira. Se não fosse a confusão na entrada do estádio, os quase 19 mil torcedores (segundo dados oficiais, questionáveis diga-se de passagem) teriam visto esta cena ridícula. O importante é que todos, com exceção dos torcedores esquisitos que abandonaram o estádio antes do fim, viram o empate.

Por falar no gol de empate com assistência de Juninho, os fatos depõem em meu favor quanto à minha implicância com Márcio Careca: foi só ele ser expulso que o Vasco conseguiu fazer o gol que a muito merecia.

Futebol não tem nada de justo. O time da casa jogou muito mais, esteve muito melhor o tempo todo. Teve várias finalizações e nada de gol. Tudo bem que me irrita essa insistência em se tentar entrar na área livre, só para empurrar pra rede. Sinto falta dum Edmundo, Romário, Neymar, que parte pra cima do marcador e arrisca o chute.

Tivemos a ilustre presença de dois torcedores da “Barra brava” da La U, sendo que a menina até se fardou de Vasco!

Mas, falar o que? Não sou técnico de futebol, tão pouco dirigente ou candidato a tais cargos. E com tantos blogs e paginas de jornais falando de futebol, o leitor não precisaria do meu humilde e amador blog para concluir que os laterais do Vasco são deficientes, que nosso ataque é poço confiável e que nosso meio de campo com Felipe – Juninho – Diego Souza ainda é muito exposto na marcação...

Poderia falar do jantar no Joélcio, que é muito mais barato – sem deixar de ser gostoso – que meu almoço no Tio Cotó, próximo a UFF.

Ou será que seria melhor uma postagem sobre os materiais novos da Guerreiros do Almirante e sua festa de 5 anos na Unidos da Tijuca, dia 04/09?

Com certeza ninguém quer saber que eu entreguei meu “copião” da dissertação de mestrado à secretaria da PPGH e que, muito provavelmente, conseguirei um adiamento de 3 meses na minha defesa...

Bom, a falta do que escrever deve ser fruto desse filem repetitivo que tem sido o CRVG no campeonato brasileiro: completa inconstância, perdendo pontos bobos, inclusive dentro de casa!

Bom, ainda com fé no título,
Beijundas!

terça-feira, 26 de julho de 2011

24/07/2011 – Atlético-MG x Vasco da Gama – Ipatingão, Brasileiro, 11ª Rodada.

É maravilhoso fazer um flamenguista torcer pelo Vasco! Este domingo fui premiado com esse fato raro. A paixão é mesmo cega. Não só assistiu a todo o jogo, como me trouxe presente do Vasco, chegou na minha casa na hora em que Diego Souza cabeceou magistralmente abrindo o placar e ainda torceu na hora do segundo pênalti! Hehe ; )

Em campo, uma escalação que não havia entendido: Julinho e Márcio Careca escalados como titulares. Todos que lêem este blogg – ou seja, ninguém – sabem que não gosto nem um pouco do camisa 32. Ele é fraco na marcação e na armação. Porque relacioná-lo? Ainda mais num jogo que voltávamos a ter dois volantes na marcação! O Julinho poderia muito bem ser relacionado na lateral, posição para a qual foi contratado. Mas enfim, não sou técnico de futebol. O importante foram os 3 pontos, na terceira vitória seguida, sendo esta fora de casa.

É fundamental lutar pelo título. Precisamos de uma sequência boa de vitórias. Mesmo nãos e mantendo 8, 9 vitórias seguidas, que pelo menos não percamos nos próximos 5 a 6 partidas. Tão pouco repitamos o fiasco do ano passado de só empatar! É importante não só pela disputa do penta. Mas até mesmo para se arrecadar dinheiro para os preparativos da Libertadores de 2012.

Enfim, um bom domingo, onde até mesmo meu Escort hobby fora vendido! Vascão rumo a Tóquio!

domingo, 17 de julho de 2011

16/07/2011 – Vasco da Gama x Atlético-PR – São Januário, Brasileiro,10ª rodada.

É impressionante como o futebol baliza todas as coisas. Esse amor ao Vasco da Gama consegue colocar um simples esporte como parâmetro de todas as relações humanas. Em tudo eles se assemelham.

O dia começava sem que percebesse o amanhecer, enfurnado em mais uma das dobras na Usina Temelétrica Governador Leonel Brizolla. Como não iria trabalhar no Sábado, devido a mais uma permuta daquelas que me fodem a vida, só para ir a São Januário – não ia dês da comemoração da Copa do Brasil –, a manhã foi dedicada a uma pesquisa de preços. A tarde passou num engarrafamento dos infernos na Av. Suburbana, tentando cochilar no desconfortável 638.

Tempo apenas de fritar dois bifes, novamente me dirijo a um ponto de ônibus: dessa vez seria vítima do 665 (principalmente na volta). Antes de matar a saudade do querido lar, umas cervejas geladas com os amigos. Papos diversos: material novo da torcida, festa, moradia, trabalho e política.

Os olhos apaixonados têm comportamento curioso. Só procuram o alvo de sua emoção. Assim, pouco me importava o jogo. Estava era vidrado em Juninho Pernambucano. Meu eterno camisa 8 voltava a minha visão da arquibancada depois de longos anos. Nem me sinto o mesmo daquela época. Mas ele, só cresceu em meu subconsciente. Se fosso psicólogo Yungano, criaria o arquétipo do Juninho Pernambucano, maior atleta que já existiu. Exemplo para as gerações futuras.

Antes que os raros leitores desse blog comecem a me achar louco por falar de cosias sem dar prosseguimento, voltemos a vaca fria do primeiro parágrafo. A impressão que tenho como torcedor, envolto no clima único da arquibancada, é a de que as coisas não fazem muito sentido – bem como não fazem sentido as escolhas que tocam o coração.

Que sentido há em Márcio Careca vestir a camisa cruzmaltina? Ainda mais ser titular?! Aonde reside o sentido mulheres lindas, gentis e carinhosas, se sentirem presas a relacionamentos já fracassados? Que sentido há no gol sofrido pelo Vasco? Vi acontecer e passei o jogo todo me perguntando como diabos levamos aquele gol... Aonde mora a coerência em não fazer idéia do que se sente, nem do que se quer para a vida? Que sentido há na anulação do gol feito pelo Dedé? E o pior, na sua contusão, se foi ele quem “fez” a falta!?! Se não foi falta dele, pior ainda! Qual sentido de se sentir fazer parte dum grupo, e ao mesmo tempo não sentir tesão nenhuma pelo mesmo? Como o golerinho do Atlético me solta aquele chute do Éder Luiz nas pernas de Alecgol?! Dessa vez, sorte nossa as coisas não fazerem sentido! Como pode um estádio que já coube 40 mil pessoas, nunca houve reforma que reduzisse sua capacidade drasticamente, de repente só caber 22 mil? Qual o sentindo de se construir uma mega-loja tampando a visão de parte do parque aquático, se esta visão – além da Capela, e principalmente esta – ser um dos motivos de nãos e levar com muita vontade o fechamento do círculo de arquibancadas de São Januário?!

Enfim, vitória do Vasco, isso sim faz sentido!

domingo, 10 de julho de 2011

09/07/2011 – Vasco da Gama x Internacional – São Januário – Brasileiro, 9ª rodada.

O poder que o gênero feminino tem de tirar um homem do sério é impressionante! Ainda mias quando elas cismam em fazer a coisa errada e ainda ficam chateadas contigo por querer fazer tudo certinho... Conseguem ser piores que técnico teimoso – estilo Dunga – ou que jogador que num rende em campo – tipo Diego Souza, ou então a escandalosa falta de rendimento nas seleções respectivas de Neymar e Messi.

Coração apertado por um lado, mas contente com dois retornos deste final de semana: O reizinho da colina e meu irmão mais velho. Até aí, ia-se transcorrendo tudo bem. Compromissos em família – que me impediram de ir ao jogo – e preocupado em não empatarmos novamente, muito menos perdermos o jogo. Estava confiante com o desempenho do Juninho, e este correspondeu. Para mim, o maior atleta do século. Disciplinado, Técnico, Tático, inteligente, sabe dar entrevista, cuida da sua vida profissional com amor e empenho, não deixa sua vida pessoal aparecer na mídia a torto e a direito... Enfim, um exemplo de caráter! Fico feliz em ser vascaíno e poder falar para as crianças, esse é o Vasco, o Vasco de Juninho Pernambucano!

Parabéns ao técnico Ricardo Gomes, por ter tido atitude em manter o reizinho em campo e por ter barrado Diego Souza. Bernardo vinha a tempos merecendo uma vaga. Insistindo com ele, tenho a certeza que voltará a marcar.

Gostei do desempenho do time. Felipe fez excelentes dois passes que só não resultaram em gol por infelicidade de Eder Luiz – com um incrível acerto de cruzamento do Márcio Careca. Alecsandro teve duas boas oportunidades, Bernardo não foi bem finalizando com a canhotinha, mas achou espaço. Vi algumas falhas na marcação preocupantes. Mesmo tendo a melhor dupla de zaga em atividade no Brasil, o sistema defensivo está fragilizado. Chamo atenção para o fato que teremos 3 jogos fáceis pela frente. Caso consigamos consolidar nossa superioridade nos mesmos, estes problemas defensivos poderão ser maquiados... Outro grave problema, volto a frisar, está nas laterais. Márcio Careca se machucou e Ramon foi dispensado. E agora Dianamite?! Fagner recebeu cartão amarelo. Em breve estará suspenso. Quem poderá nos defender?

Com a fé de que tudo se resolverá para o bem, seja no coração, seja no futebol, seguiremos rumo à Tóquio!!!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

06/07/2011 – Corinthians x Vasco da Gama – Pacaembu – Campeonato Brasileiro, 8ª Rodada.

Duma estréia se espera sempre o nervosismo, a ansiedade, mas têm-se sempre a fé do sucesso. O que dizer dum reencontro? Este momento maravilhoso em que as almas se aproximam depois dum longo período de afastamento, alimentado pelas lembranças dum passado de glórias manchado por uma fase de seca na colheita.

O reencontro é algo tão especial, que Jesus se valeu duma parábola aonde o filho pródigo retorna à casa do pai. A religião é um conceito baseado no religar-se à Divindade de onde tudo emana.

Ora, que dizer dum reencontro de um, com milhões?! Os milhões de vascaínos, mesmo os que não o viram jogar, estavam ansiosos com o “retorno do jedi”, nosso messias e consolador, Juninho Pernambucano. De seus sentimentos, infelizmente, nada posso falar. Confesso-lhes, apenas, que assisti-lo novamente com a cruz-maltina no peito ainda não fechou muito bem na minha cabeça.

Poderia este encontro ser melhor do que com um gol no primeiro chute dele? E de falta? Justamente Ele, consagrado pelo golaço da classificação à final da Taça Libertadores da América de 1998 (ano de nosso centenário)!?! É claro que esperávamos a vitória. Mas o Timão que me perdoe, o que estava em jogo era a volta do reizinho, não os três pontos.

Cheguei a imaginar que Deus era muito bom para mim. Os trabalhos se encerraram a poucos minutos antes da bola voltar a rolar. Assisti a quase todos os 90 minutos, tendo escutado uns 15 min do segundo tempo pelo rádio apenas. Aos 2 minutos Juninho já mostrava ao Brasil que atleta sério se mantém em forma jogando em qualquer campo do mundo. Mas a triste realidade sempre nos derruba dos vôos de ilusão...

Nenhuma ilusão quanto ao reizinho. Ilusão em achar que o time disputaria o brasileiro. Desse jeito, de forma alguma! Três problemas que a diretoria se recusa a encarar, sendo que um poderia ser amenizado com uma das maiores revelações do futebol brasileiro que já faz parte do nosso elenco. (1) Marcio Careca, não marca nem ataca com eficiência; (2) Fagner, sobe bem ao ataque, mas cruza muito mal e tem andado perdido na marcação, dando “botes” no vácuo; (3) Diego Souza, herói contra o Havaí, um excelente jogador contra o Atlético-PR, entretanto um jogador a menos na maioria das partidas – e Bernardo, artilheiro do time na temporada e na competição, ainda tem que se ver banco dum “atleta” que se arrasta em campo, enquanto era pra ser o responsável pro prender a bola no ataque.

Revolta-me ver que Dinamite de nada fez para fortalecer o time para o campeonato brasileiro. E se não tivéssemos ganhado a Copa do Brasil? Em nenhum momento a diretoria se mexeu para contratar ninguém!

Ricardo Gomes escolheu uma tática ousada para escalar Juninho: meio de campo em forma de losango. Só erra em dois aspectos e num, não recebe opção devido ao elenco.
(a) Jogando com apenas um cabeça de área, dois meio campistas lentos (devido a suas idades) responsáveis pelo toque de bola e armador centralizado, é necessário que o ataque abra pelas o caminho, o que não tem ocorrido com Alecsandro preso dentro da área, como se o time fosse jogar no chuveirinho, ou na tática “pró-evolution soccer” de entrar na grande área e cruzar pra traz na chegada do armador ou do centro-avante. Tal tática nem poderia ser a dominante numa formação deste meio de campo devido a característica que os laterais recebem nesse caso. Se nosso camisa 10 estivesse rendendo, o 9 deveria ser deslocado para jogar mais “solto” enquanto esse chegaria com a bola de frente pra área, tendo a opção do Eder Luiz e do Alecsandro. Portanto, se Ricardo Gomes irá manter o losango, que escale Bernardo no lugar de Diego Souza.
(b) Como nem Felipe, nem Juninho, são propriamente de marcação, apesar de terem mostrado disposição em ajudar na defesa – principalmente o camisa 6 –, supõem-se que os laterais serão mais defensivos que ofensivos. E não digo a velha receita de quando um sobe o outro fica. Digo que eles não terão a obrigação de encostar na linha de fundo em todas as subidas. Digo que seu papel principal é proteger a lateral vascaína contra as subidas dos laterais adversários. Significa dizer que nunca subirão ao ataque e que nunca cruzarão a bola na área para a cabeçada do 9? Não. Significa que a disposição tática predominante na partida é de laterais defensivos, dois volantes de ligação, um armador centralizado e dois atacantes abertos na área. Acontece que as características de nossos laterais não são estas. Fagner já foi melhor apoiando o ataque. Desde seu longo afastamento não tem rendido tão bem. Já que a diretoria não irá contratar um legítimo lateral, que saiba meter uma bola na cabeça e saiba marcar, então a melhor opção seria o nosso queridinho Allan – o detalhe é que ele se ausentará do elenco por algumas rodadas devido a seleção sub-20. Já na ponta esquerda, nosso técnico acabou de mostrar inabilidade gerencial e perdemos Ramom. Não é um excelente cruzador, tão pouco defensor. Mas com certeza é muito melhor que Márcio Careca! Deste não tenho anda a falar. Simplesmente não deveria vestir a camisa do Vasco.

Portanto, devemos ter fé é no espírito guerreiro e vencedor do Juninho e na obviedade de que Bernardo deva entrar no lugar de Diego Souza, além de contar com o apoio da torcida vascaína que lotará São Januário contra o Inter para rever seu soberano! Ai se aproveita o embalo de uma grande vitória em casa e lota-se novamente o estádio para o novo jogo em casa contra o Atlético do Paraná! Feito isso, voltemos a sonhar com o Penta!