Coincidências a parte, mas me assusta como ter uma flamenguista torcendo pro Vasco ganhar tem dado certo: dois jogos fora de casa, dois jogos assistindo pela TV na sala, dois jogos com uma torcida nada usual = duas vitórias do Clube de Regatas Vasco da Gama. No intervalo desses um jogo em casa que aprecia fácil e se complicou bastante. Por pouco não saímos com uma derrota. E vejam que surpresa, a torcida em questão não me apoiou! Pouco antes de começar desejou até que perdesse por pura pirraça! Eita sô! Hehe ; )
Superstições a parte, nosso gigante da colina tem se mostrado um adversário surpreendente. Não dá pra saber o que se esperar de seus atletas de forma individual, muito menos como equipe. A cada jogo mostra um comportamento diferenciado, totalmente irregular.
Lembro-me de jogos como contra o Figueirense e o cruzeiro em casa, em que dominamos a partida e saímos com péssimos resultados. Assim foi contra o Bahia. De similar somente uma coisa: os três chegaram em São Januário com a tática do contra a taque. A diferença é que como o Cruzeiro é um time superior aos outros dois, saiu com a vitória, enquanto Figueirense e Bahia ficaram somente no empate.
A esperança é que como Santos é um time bom, mas que está em baixo na tabela, eles venham para jogar a Berto, buscando o resultado. Esperanças de que sem Márcio Careca – e sem um substituto na posição – o técnico Ricardo Gomes deixe nosso meio de campo mais protegido. Se a bola não chegar a Neymar, nada de dribles e gols fenomenais, correto?
Mas falando de São Paulo e Vasco, confesso-lhes que tinha perdido a confiança de antes de quinta-feira. Aquele empate em casa me deixou cabreiro. O primeiro tempo de jogo também não era nada animador: Juninho jogando mal, Julinho totalmente lerdo e perdido, Éder Luiz meio apagado. Enfim, tava com cara de zero a zero, pois Dedé estava um mostro! No duelo contra o outro selecionável, o espetacular Lucas, nosso Mito foi o melhor!
A volta do intervalo mostrou um Vasco mais arrumado. Felipe que não vinha bem das outras partidas se mostrou bem disposto. O Vasco continuava a pressionar a saída de bola dos bambis. O gol de Éder Luiz confirma tudo isso. Roubada de bola do melhor zagueiro do Brasil, passe preciso de Diego Souza, gol em velocidade e com uma pontaria que relembra a fase de artilheiro que nossa camisa 7 viveu ano passado.
Pronto, um a zero no placar. Pensei “Vasco vai recuar”. Nada disso. Mesma postura. É claro que estávamos mais defensivos que o São Paulo. Mas até ai tudo bem. O gol do Felipe veio só pra sacramentar a vitória e espantar a ameaça de um gol de empate aos 48 minutos.
Vasco quebrou um tabu de não ganhar do São Paulo dês de 2005 – e de não vencer no Morumbi era ainda maior – e continua na disputa pelo título. Como disse meu irmão, tabu é que nem virgindade, foram feitos para serem rompidos! Hehehe
Rumo a Tóquio,
Crônicas Cruz-maltinas
Diário de bordo dum vascaíno louco, muito louco pelo seu time! Como a vida é uma só, nem só de futebol viverá o blog, mas as postagens estarão sempre relacionadas a alguma coisa do CRVG.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
28/07/2011 – Vasco da Gama x Bahia – São Januário, Brasileiro, 12ª Rodada.
A verdade é que não sei o que escrever. Era o primeiro jogo do Dedé pós-convocação e ele não decepcionou, jogou muito bem e foi fundamental pela não ampliação do placar pelo Bahia. Não falhou no Gol, que na verde foi um mole inexplicável.
Seria a quarta vitória seguida e o esperado era São Januário cheio, ainda mais com o preço reduzido para R$ 20,00 a inteira. Se não fosse a confusão na entrada do estádio, os quase 19 mil torcedores (segundo dados oficiais, questionáveis diga-se de passagem) teriam visto esta cena ridícula. O importante é que todos, com exceção dos torcedores esquisitos que abandonaram o estádio antes do fim, viram o empate.
Por falar no gol de empate com assistência de Juninho, os fatos depõem em meu favor quanto à minha implicância com Márcio Careca: foi só ele ser expulso que o Vasco conseguiu fazer o gol que a muito merecia.
Futebol não tem nada de justo. O time da casa jogou muito mais, esteve muito melhor o tempo todo. Teve várias finalizações e nada de gol. Tudo bem que me irrita essa insistência em se tentar entrar na área livre, só para empurrar pra rede. Sinto falta dum Edmundo, Romário, Neymar, que parte pra cima do marcador e arrisca o chute.
Tivemos a ilustre presença de dois torcedores da “Barra brava” da La U, sendo que a menina até se fardou de Vasco!
Mas, falar o que? Não sou técnico de futebol, tão pouco dirigente ou candidato a tais cargos. E com tantos blogs e paginas de jornais falando de futebol, o leitor não precisaria do meu humilde e amador blog para concluir que os laterais do Vasco são deficientes, que nosso ataque é poço confiável e que nosso meio de campo com Felipe – Juninho – Diego Souza ainda é muito exposto na marcação...
Poderia falar do jantar no Joélcio, que é muito mais barato – sem deixar de ser gostoso – que meu almoço no Tio Cotó, próximo a UFF.
Ou será que seria melhor uma postagem sobre os materiais novos da Guerreiros do Almirante e sua festa de 5 anos na Unidos da Tijuca, dia 04/09?
Com certeza ninguém quer saber que eu entreguei meu “copião” da dissertação de mestrado à secretaria da PPGH e que, muito provavelmente, conseguirei um adiamento de 3 meses na minha defesa...
Bom, a falta do que escrever deve ser fruto desse filem repetitivo que tem sido o CRVG no campeonato brasileiro: completa inconstância, perdendo pontos bobos, inclusive dentro de casa!
Bom, ainda com fé no título,
Beijundas!
Seria a quarta vitória seguida e o esperado era São Januário cheio, ainda mais com o preço reduzido para R$ 20,00 a inteira. Se não fosse a confusão na entrada do estádio, os quase 19 mil torcedores (segundo dados oficiais, questionáveis diga-se de passagem) teriam visto esta cena ridícula. O importante é que todos, com exceção dos torcedores esquisitos que abandonaram o estádio antes do fim, viram o empate.
Por falar no gol de empate com assistência de Juninho, os fatos depõem em meu favor quanto à minha implicância com Márcio Careca: foi só ele ser expulso que o Vasco conseguiu fazer o gol que a muito merecia.
Futebol não tem nada de justo. O time da casa jogou muito mais, esteve muito melhor o tempo todo. Teve várias finalizações e nada de gol. Tudo bem que me irrita essa insistência em se tentar entrar na área livre, só para empurrar pra rede. Sinto falta dum Edmundo, Romário, Neymar, que parte pra cima do marcador e arrisca o chute.
Tivemos a ilustre presença de dois torcedores da “Barra brava” da La U, sendo que a menina até se fardou de Vasco!
Mas, falar o que? Não sou técnico de futebol, tão pouco dirigente ou candidato a tais cargos. E com tantos blogs e paginas de jornais falando de futebol, o leitor não precisaria do meu humilde e amador blog para concluir que os laterais do Vasco são deficientes, que nosso ataque é poço confiável e que nosso meio de campo com Felipe – Juninho – Diego Souza ainda é muito exposto na marcação...
Poderia falar do jantar no Joélcio, que é muito mais barato – sem deixar de ser gostoso – que meu almoço no Tio Cotó, próximo a UFF.
Ou será que seria melhor uma postagem sobre os materiais novos da Guerreiros do Almirante e sua festa de 5 anos na Unidos da Tijuca, dia 04/09?
Com certeza ninguém quer saber que eu entreguei meu “copião” da dissertação de mestrado à secretaria da PPGH e que, muito provavelmente, conseguirei um adiamento de 3 meses na minha defesa...
Bom, a falta do que escrever deve ser fruto desse filem repetitivo que tem sido o CRVG no campeonato brasileiro: completa inconstância, perdendo pontos bobos, inclusive dentro de casa!
Bom, ainda com fé no título,
Beijundas!
terça-feira, 26 de julho de 2011
24/07/2011 – Atlético-MG x Vasco da Gama – Ipatingão, Brasileiro, 11ª Rodada.
É maravilhoso fazer um flamenguista torcer pelo Vasco! Este domingo fui premiado com esse fato raro. A paixão é mesmo cega. Não só assistiu a todo o jogo, como me trouxe presente do Vasco, chegou na minha casa na hora em que Diego Souza cabeceou magistralmente abrindo o placar e ainda torceu na hora do segundo pênalti! Hehe ; )
Em campo, uma escalação que não havia entendido: Julinho e Márcio Careca escalados como titulares. Todos que lêem este blogg – ou seja, ninguém – sabem que não gosto nem um pouco do camisa 32. Ele é fraco na marcação e na armação. Porque relacioná-lo? Ainda mais num jogo que voltávamos a ter dois volantes na marcação! O Julinho poderia muito bem ser relacionado na lateral, posição para a qual foi contratado. Mas enfim, não sou técnico de futebol. O importante foram os 3 pontos, na terceira vitória seguida, sendo esta fora de casa.
É fundamental lutar pelo título. Precisamos de uma sequência boa de vitórias. Mesmo nãos e mantendo 8, 9 vitórias seguidas, que pelo menos não percamos nos próximos 5 a 6 partidas. Tão pouco repitamos o fiasco do ano passado de só empatar! É importante não só pela disputa do penta. Mas até mesmo para se arrecadar dinheiro para os preparativos da Libertadores de 2012.
Enfim, um bom domingo, onde até mesmo meu Escort hobby fora vendido! Vascão rumo a Tóquio!
Em campo, uma escalação que não havia entendido: Julinho e Márcio Careca escalados como titulares. Todos que lêem este blogg – ou seja, ninguém – sabem que não gosto nem um pouco do camisa 32. Ele é fraco na marcação e na armação. Porque relacioná-lo? Ainda mais num jogo que voltávamos a ter dois volantes na marcação! O Julinho poderia muito bem ser relacionado na lateral, posição para a qual foi contratado. Mas enfim, não sou técnico de futebol. O importante foram os 3 pontos, na terceira vitória seguida, sendo esta fora de casa.
É fundamental lutar pelo título. Precisamos de uma sequência boa de vitórias. Mesmo nãos e mantendo 8, 9 vitórias seguidas, que pelo menos não percamos nos próximos 5 a 6 partidas. Tão pouco repitamos o fiasco do ano passado de só empatar! É importante não só pela disputa do penta. Mas até mesmo para se arrecadar dinheiro para os preparativos da Libertadores de 2012.
Enfim, um bom domingo, onde até mesmo meu Escort hobby fora vendido! Vascão rumo a Tóquio!
domingo, 17 de julho de 2011
16/07/2011 – Vasco da Gama x Atlético-PR – São Januário, Brasileiro,10ª rodada.
É impressionante como o futebol baliza todas as coisas. Esse amor ao Vasco da Gama consegue colocar um simples esporte como parâmetro de todas as relações humanas. Em tudo eles se assemelham.
O dia começava sem que percebesse o amanhecer, enfurnado em mais uma das dobras na Usina Temelétrica Governador Leonel Brizolla. Como não iria trabalhar no Sábado, devido a mais uma permuta daquelas que me fodem a vida, só para ir a São Januário – não ia dês da comemoração da Copa do Brasil –, a manhã foi dedicada a uma pesquisa de preços. A tarde passou num engarrafamento dos infernos na Av. Suburbana, tentando cochilar no desconfortável 638.
Tempo apenas de fritar dois bifes, novamente me dirijo a um ponto de ônibus: dessa vez seria vítima do 665 (principalmente na volta). Antes de matar a saudade do querido lar, umas cervejas geladas com os amigos. Papos diversos: material novo da torcida, festa, moradia, trabalho e política.
Os olhos apaixonados têm comportamento curioso. Só procuram o alvo de sua emoção. Assim, pouco me importava o jogo. Estava era vidrado em Juninho Pernambucano. Meu eterno camisa 8 voltava a minha visão da arquibancada depois de longos anos. Nem me sinto o mesmo daquela época. Mas ele, só cresceu em meu subconsciente. Se fosso psicólogo Yungano, criaria o arquétipo do Juninho Pernambucano, maior atleta que já existiu. Exemplo para as gerações futuras.
Antes que os raros leitores desse blog comecem a me achar louco por falar de cosias sem dar prosseguimento, voltemos a vaca fria do primeiro parágrafo. A impressão que tenho como torcedor, envolto no clima único da arquibancada, é a de que as coisas não fazem muito sentido – bem como não fazem sentido as escolhas que tocam o coração.
Que sentido há em Márcio Careca vestir a camisa cruzmaltina? Ainda mais ser titular?! Aonde reside o sentido mulheres lindas, gentis e carinhosas, se sentirem presas a relacionamentos já fracassados? Que sentido há no gol sofrido pelo Vasco? Vi acontecer e passei o jogo todo me perguntando como diabos levamos aquele gol... Aonde mora a coerência em não fazer idéia do que se sente, nem do que se quer para a vida? Que sentido há na anulação do gol feito pelo Dedé? E o pior, na sua contusão, se foi ele quem “fez” a falta!?! Se não foi falta dele, pior ainda! Qual sentido de se sentir fazer parte dum grupo, e ao mesmo tempo não sentir tesão nenhuma pelo mesmo? Como o golerinho do Atlético me solta aquele chute do Éder Luiz nas pernas de Alecgol?! Dessa vez, sorte nossa as coisas não fazerem sentido! Como pode um estádio que já coube 40 mil pessoas, nunca houve reforma que reduzisse sua capacidade drasticamente, de repente só caber 22 mil? Qual o sentindo de se construir uma mega-loja tampando a visão de parte do parque aquático, se esta visão – além da Capela, e principalmente esta – ser um dos motivos de nãos e levar com muita vontade o fechamento do círculo de arquibancadas de São Januário?!
Enfim, vitória do Vasco, isso sim faz sentido!
O dia começava sem que percebesse o amanhecer, enfurnado em mais uma das dobras na Usina Temelétrica Governador Leonel Brizolla. Como não iria trabalhar no Sábado, devido a mais uma permuta daquelas que me fodem a vida, só para ir a São Januário – não ia dês da comemoração da Copa do Brasil –, a manhã foi dedicada a uma pesquisa de preços. A tarde passou num engarrafamento dos infernos na Av. Suburbana, tentando cochilar no desconfortável 638.
Tempo apenas de fritar dois bifes, novamente me dirijo a um ponto de ônibus: dessa vez seria vítima do 665 (principalmente na volta). Antes de matar a saudade do querido lar, umas cervejas geladas com os amigos. Papos diversos: material novo da torcida, festa, moradia, trabalho e política.
Os olhos apaixonados têm comportamento curioso. Só procuram o alvo de sua emoção. Assim, pouco me importava o jogo. Estava era vidrado em Juninho Pernambucano. Meu eterno camisa 8 voltava a minha visão da arquibancada depois de longos anos. Nem me sinto o mesmo daquela época. Mas ele, só cresceu em meu subconsciente. Se fosso psicólogo Yungano, criaria o arquétipo do Juninho Pernambucano, maior atleta que já existiu. Exemplo para as gerações futuras.
Antes que os raros leitores desse blog comecem a me achar louco por falar de cosias sem dar prosseguimento, voltemos a vaca fria do primeiro parágrafo. A impressão que tenho como torcedor, envolto no clima único da arquibancada, é a de que as coisas não fazem muito sentido – bem como não fazem sentido as escolhas que tocam o coração.
Que sentido há em Márcio Careca vestir a camisa cruzmaltina? Ainda mais ser titular?! Aonde reside o sentido mulheres lindas, gentis e carinhosas, se sentirem presas a relacionamentos já fracassados? Que sentido há no gol sofrido pelo Vasco? Vi acontecer e passei o jogo todo me perguntando como diabos levamos aquele gol... Aonde mora a coerência em não fazer idéia do que se sente, nem do que se quer para a vida? Que sentido há na anulação do gol feito pelo Dedé? E o pior, na sua contusão, se foi ele quem “fez” a falta!?! Se não foi falta dele, pior ainda! Qual sentido de se sentir fazer parte dum grupo, e ao mesmo tempo não sentir tesão nenhuma pelo mesmo? Como o golerinho do Atlético me solta aquele chute do Éder Luiz nas pernas de Alecgol?! Dessa vez, sorte nossa as coisas não fazerem sentido! Como pode um estádio que já coube 40 mil pessoas, nunca houve reforma que reduzisse sua capacidade drasticamente, de repente só caber 22 mil? Qual o sentindo de se construir uma mega-loja tampando a visão de parte do parque aquático, se esta visão – além da Capela, e principalmente esta – ser um dos motivos de nãos e levar com muita vontade o fechamento do círculo de arquibancadas de São Januário?!
Enfim, vitória do Vasco, isso sim faz sentido!
domingo, 10 de julho de 2011
09/07/2011 – Vasco da Gama x Internacional – São Januário – Brasileiro, 9ª rodada.
O poder que o gênero feminino tem de tirar um homem do sério é impressionante! Ainda mias quando elas cismam em fazer a coisa errada e ainda ficam chateadas contigo por querer fazer tudo certinho... Conseguem ser piores que técnico teimoso – estilo Dunga – ou que jogador que num rende em campo – tipo Diego Souza, ou então a escandalosa falta de rendimento nas seleções respectivas de Neymar e Messi.
Coração apertado por um lado, mas contente com dois retornos deste final de semana: O reizinho da colina e meu irmão mais velho. Até aí, ia-se transcorrendo tudo bem. Compromissos em família – que me impediram de ir ao jogo – e preocupado em não empatarmos novamente, muito menos perdermos o jogo. Estava confiante com o desempenho do Juninho, e este correspondeu. Para mim, o maior atleta do século. Disciplinado, Técnico, Tático, inteligente, sabe dar entrevista, cuida da sua vida profissional com amor e empenho, não deixa sua vida pessoal aparecer na mídia a torto e a direito... Enfim, um exemplo de caráter! Fico feliz em ser vascaíno e poder falar para as crianças, esse é o Vasco, o Vasco de Juninho Pernambucano!
Parabéns ao técnico Ricardo Gomes, por ter tido atitude em manter o reizinho em campo e por ter barrado Diego Souza. Bernardo vinha a tempos merecendo uma vaga. Insistindo com ele, tenho a certeza que voltará a marcar.
Gostei do desempenho do time. Felipe fez excelentes dois passes que só não resultaram em gol por infelicidade de Eder Luiz – com um incrível acerto de cruzamento do Márcio Careca. Alecsandro teve duas boas oportunidades, Bernardo não foi bem finalizando com a canhotinha, mas achou espaço. Vi algumas falhas na marcação preocupantes. Mesmo tendo a melhor dupla de zaga em atividade no Brasil, o sistema defensivo está fragilizado. Chamo atenção para o fato que teremos 3 jogos fáceis pela frente. Caso consigamos consolidar nossa superioridade nos mesmos, estes problemas defensivos poderão ser maquiados... Outro grave problema, volto a frisar, está nas laterais. Márcio Careca se machucou e Ramon foi dispensado. E agora Dianamite?! Fagner recebeu cartão amarelo. Em breve estará suspenso. Quem poderá nos defender?
Com a fé de que tudo se resolverá para o bem, seja no coração, seja no futebol, seguiremos rumo à Tóquio!!!
Coração apertado por um lado, mas contente com dois retornos deste final de semana: O reizinho da colina e meu irmão mais velho. Até aí, ia-se transcorrendo tudo bem. Compromissos em família – que me impediram de ir ao jogo – e preocupado em não empatarmos novamente, muito menos perdermos o jogo. Estava confiante com o desempenho do Juninho, e este correspondeu. Para mim, o maior atleta do século. Disciplinado, Técnico, Tático, inteligente, sabe dar entrevista, cuida da sua vida profissional com amor e empenho, não deixa sua vida pessoal aparecer na mídia a torto e a direito... Enfim, um exemplo de caráter! Fico feliz em ser vascaíno e poder falar para as crianças, esse é o Vasco, o Vasco de Juninho Pernambucano!
Parabéns ao técnico Ricardo Gomes, por ter tido atitude em manter o reizinho em campo e por ter barrado Diego Souza. Bernardo vinha a tempos merecendo uma vaga. Insistindo com ele, tenho a certeza que voltará a marcar.
Gostei do desempenho do time. Felipe fez excelentes dois passes que só não resultaram em gol por infelicidade de Eder Luiz – com um incrível acerto de cruzamento do Márcio Careca. Alecsandro teve duas boas oportunidades, Bernardo não foi bem finalizando com a canhotinha, mas achou espaço. Vi algumas falhas na marcação preocupantes. Mesmo tendo a melhor dupla de zaga em atividade no Brasil, o sistema defensivo está fragilizado. Chamo atenção para o fato que teremos 3 jogos fáceis pela frente. Caso consigamos consolidar nossa superioridade nos mesmos, estes problemas defensivos poderão ser maquiados... Outro grave problema, volto a frisar, está nas laterais. Márcio Careca se machucou e Ramon foi dispensado. E agora Dianamite?! Fagner recebeu cartão amarelo. Em breve estará suspenso. Quem poderá nos defender?
Com a fé de que tudo se resolverá para o bem, seja no coração, seja no futebol, seguiremos rumo à Tóquio!!!
quinta-feira, 7 de julho de 2011
06/07/2011 – Corinthians x Vasco da Gama – Pacaembu – Campeonato Brasileiro, 8ª Rodada.
Duma estréia se espera sempre o nervosismo, a ansiedade, mas têm-se sempre a fé do sucesso. O que dizer dum reencontro? Este momento maravilhoso em que as almas se aproximam depois dum longo período de afastamento, alimentado pelas lembranças dum passado de glórias manchado por uma fase de seca na colheita.
O reencontro é algo tão especial, que Jesus se valeu duma parábola aonde o filho pródigo retorna à casa do pai. A religião é um conceito baseado no religar-se à Divindade de onde tudo emana.
Ora, que dizer dum reencontro de um, com milhões?! Os milhões de vascaínos, mesmo os que não o viram jogar, estavam ansiosos com o “retorno do jedi”, nosso messias e consolador, Juninho Pernambucano. De seus sentimentos, infelizmente, nada posso falar. Confesso-lhes, apenas, que assisti-lo novamente com a cruz-maltina no peito ainda não fechou muito bem na minha cabeça.
Poderia este encontro ser melhor do que com um gol no primeiro chute dele? E de falta? Justamente Ele, consagrado pelo golaço da classificação à final da Taça Libertadores da América de 1998 (ano de nosso centenário)!?! É claro que esperávamos a vitória. Mas o Timão que me perdoe, o que estava em jogo era a volta do reizinho, não os três pontos.
Cheguei a imaginar que Deus era muito bom para mim. Os trabalhos se encerraram a poucos minutos antes da bola voltar a rolar. Assisti a quase todos os 90 minutos, tendo escutado uns 15 min do segundo tempo pelo rádio apenas. Aos 2 minutos Juninho já mostrava ao Brasil que atleta sério se mantém em forma jogando em qualquer campo do mundo. Mas a triste realidade sempre nos derruba dos vôos de ilusão...
Nenhuma ilusão quanto ao reizinho. Ilusão em achar que o time disputaria o brasileiro. Desse jeito, de forma alguma! Três problemas que a diretoria se recusa a encarar, sendo que um poderia ser amenizado com uma das maiores revelações do futebol brasileiro que já faz parte do nosso elenco. (1) Marcio Careca, não marca nem ataca com eficiência; (2) Fagner, sobe bem ao ataque, mas cruza muito mal e tem andado perdido na marcação, dando “botes” no vácuo; (3) Diego Souza, herói contra o Havaí, um excelente jogador contra o Atlético-PR, entretanto um jogador a menos na maioria das partidas – e Bernardo, artilheiro do time na temporada e na competição, ainda tem que se ver banco dum “atleta” que se arrasta em campo, enquanto era pra ser o responsável pro prender a bola no ataque.
Revolta-me ver que Dinamite de nada fez para fortalecer o time para o campeonato brasileiro. E se não tivéssemos ganhado a Copa do Brasil? Em nenhum momento a diretoria se mexeu para contratar ninguém!
Ricardo Gomes escolheu uma tática ousada para escalar Juninho: meio de campo em forma de losango. Só erra em dois aspectos e num, não recebe opção devido ao elenco.
(a) Jogando com apenas um cabeça de área, dois meio campistas lentos (devido a suas idades) responsáveis pelo toque de bola e armador centralizado, é necessário que o ataque abra pelas o caminho, o que não tem ocorrido com Alecsandro preso dentro da área, como se o time fosse jogar no chuveirinho, ou na tática “pró-evolution soccer” de entrar na grande área e cruzar pra traz na chegada do armador ou do centro-avante. Tal tática nem poderia ser a dominante numa formação deste meio de campo devido a característica que os laterais recebem nesse caso. Se nosso camisa 10 estivesse rendendo, o 9 deveria ser deslocado para jogar mais “solto” enquanto esse chegaria com a bola de frente pra área, tendo a opção do Eder Luiz e do Alecsandro. Portanto, se Ricardo Gomes irá manter o losango, que escale Bernardo no lugar de Diego Souza.
(b) Como nem Felipe, nem Juninho, são propriamente de marcação, apesar de terem mostrado disposição em ajudar na defesa – principalmente o camisa 6 –, supõem-se que os laterais serão mais defensivos que ofensivos. E não digo a velha receita de quando um sobe o outro fica. Digo que eles não terão a obrigação de encostar na linha de fundo em todas as subidas. Digo que seu papel principal é proteger a lateral vascaína contra as subidas dos laterais adversários. Significa dizer que nunca subirão ao ataque e que nunca cruzarão a bola na área para a cabeçada do 9? Não. Significa que a disposição tática predominante na partida é de laterais defensivos, dois volantes de ligação, um armador centralizado e dois atacantes abertos na área. Acontece que as características de nossos laterais não são estas. Fagner já foi melhor apoiando o ataque. Desde seu longo afastamento não tem rendido tão bem. Já que a diretoria não irá contratar um legítimo lateral, que saiba meter uma bola na cabeça e saiba marcar, então a melhor opção seria o nosso queridinho Allan – o detalhe é que ele se ausentará do elenco por algumas rodadas devido a seleção sub-20. Já na ponta esquerda, nosso técnico acabou de mostrar inabilidade gerencial e perdemos Ramom. Não é um excelente cruzador, tão pouco defensor. Mas com certeza é muito melhor que Márcio Careca! Deste não tenho anda a falar. Simplesmente não deveria vestir a camisa do Vasco.
Portanto, devemos ter fé é no espírito guerreiro e vencedor do Juninho e na obviedade de que Bernardo deva entrar no lugar de Diego Souza, além de contar com o apoio da torcida vascaína que lotará São Januário contra o Inter para rever seu soberano! Ai se aproveita o embalo de uma grande vitória em casa e lota-se novamente o estádio para o novo jogo em casa contra o Atlético do Paraná! Feito isso, voltemos a sonhar com o Penta!
O reencontro é algo tão especial, que Jesus se valeu duma parábola aonde o filho pródigo retorna à casa do pai. A religião é um conceito baseado no religar-se à Divindade de onde tudo emana.
Ora, que dizer dum reencontro de um, com milhões?! Os milhões de vascaínos, mesmo os que não o viram jogar, estavam ansiosos com o “retorno do jedi”, nosso messias e consolador, Juninho Pernambucano. De seus sentimentos, infelizmente, nada posso falar. Confesso-lhes, apenas, que assisti-lo novamente com a cruz-maltina no peito ainda não fechou muito bem na minha cabeça.
Poderia este encontro ser melhor do que com um gol no primeiro chute dele? E de falta? Justamente Ele, consagrado pelo golaço da classificação à final da Taça Libertadores da América de 1998 (ano de nosso centenário)!?! É claro que esperávamos a vitória. Mas o Timão que me perdoe, o que estava em jogo era a volta do reizinho, não os três pontos.
Cheguei a imaginar que Deus era muito bom para mim. Os trabalhos se encerraram a poucos minutos antes da bola voltar a rolar. Assisti a quase todos os 90 minutos, tendo escutado uns 15 min do segundo tempo pelo rádio apenas. Aos 2 minutos Juninho já mostrava ao Brasil que atleta sério se mantém em forma jogando em qualquer campo do mundo. Mas a triste realidade sempre nos derruba dos vôos de ilusão...
Nenhuma ilusão quanto ao reizinho. Ilusão em achar que o time disputaria o brasileiro. Desse jeito, de forma alguma! Três problemas que a diretoria se recusa a encarar, sendo que um poderia ser amenizado com uma das maiores revelações do futebol brasileiro que já faz parte do nosso elenco. (1) Marcio Careca, não marca nem ataca com eficiência; (2) Fagner, sobe bem ao ataque, mas cruza muito mal e tem andado perdido na marcação, dando “botes” no vácuo; (3) Diego Souza, herói contra o Havaí, um excelente jogador contra o Atlético-PR, entretanto um jogador a menos na maioria das partidas – e Bernardo, artilheiro do time na temporada e na competição, ainda tem que se ver banco dum “atleta” que se arrasta em campo, enquanto era pra ser o responsável pro prender a bola no ataque.
Revolta-me ver que Dinamite de nada fez para fortalecer o time para o campeonato brasileiro. E se não tivéssemos ganhado a Copa do Brasil? Em nenhum momento a diretoria se mexeu para contratar ninguém!
Ricardo Gomes escolheu uma tática ousada para escalar Juninho: meio de campo em forma de losango. Só erra em dois aspectos e num, não recebe opção devido ao elenco.
(a) Jogando com apenas um cabeça de área, dois meio campistas lentos (devido a suas idades) responsáveis pelo toque de bola e armador centralizado, é necessário que o ataque abra pelas o caminho, o que não tem ocorrido com Alecsandro preso dentro da área, como se o time fosse jogar no chuveirinho, ou na tática “pró-evolution soccer” de entrar na grande área e cruzar pra traz na chegada do armador ou do centro-avante. Tal tática nem poderia ser a dominante numa formação deste meio de campo devido a característica que os laterais recebem nesse caso. Se nosso camisa 10 estivesse rendendo, o 9 deveria ser deslocado para jogar mais “solto” enquanto esse chegaria com a bola de frente pra área, tendo a opção do Eder Luiz e do Alecsandro. Portanto, se Ricardo Gomes irá manter o losango, que escale Bernardo no lugar de Diego Souza.
(b) Como nem Felipe, nem Juninho, são propriamente de marcação, apesar de terem mostrado disposição em ajudar na defesa – principalmente o camisa 6 –, supõem-se que os laterais serão mais defensivos que ofensivos. E não digo a velha receita de quando um sobe o outro fica. Digo que eles não terão a obrigação de encostar na linha de fundo em todas as subidas. Digo que seu papel principal é proteger a lateral vascaína contra as subidas dos laterais adversários. Significa dizer que nunca subirão ao ataque e que nunca cruzarão a bola na área para a cabeçada do 9? Não. Significa que a disposição tática predominante na partida é de laterais defensivos, dois volantes de ligação, um armador centralizado e dois atacantes abertos na área. Acontece que as características de nossos laterais não são estas. Fagner já foi melhor apoiando o ataque. Desde seu longo afastamento não tem rendido tão bem. Já que a diretoria não irá contratar um legítimo lateral, que saiba meter uma bola na cabeça e saiba marcar, então a melhor opção seria o nosso queridinho Allan – o detalhe é que ele se ausentará do elenco por algumas rodadas devido a seleção sub-20. Já na ponta esquerda, nosso técnico acabou de mostrar inabilidade gerencial e perdemos Ramom. Não é um excelente cruzador, tão pouco defensor. Mas com certeza é muito melhor que Márcio Careca! Deste não tenho anda a falar. Simplesmente não deveria vestir a camisa do Vasco.
Portanto, devemos ter fé é no espírito guerreiro e vencedor do Juninho e na obviedade de que Bernardo deva entrar no lugar de Diego Souza, além de contar com o apoio da torcida vascaína que lotará São Januário contra o Inter para rever seu soberano! Ai se aproveita o embalo de uma grande vitória em casa e lota-se novamente o estádio para o novo jogo em casa contra o Atlético do Paraná! Feito isso, voltemos a sonhar com o Penta!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
29/06/2011 – Vasco da Gama x Cruzeiro – São Januário – Campeonato Brasileiro, 7ª Rodada.
A manhã começava com um pálido sol. Encaminhava-me à escola em que leciono no Bairro da Posse, Nova Iguaçu, saindo da UTE após uma fria madrugada. No rádio, a notícia de que por unanimidade dos presentes, 60 votos, a assembléia legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) aprovara lei de anistia aos Bombeiros Militares. Minha esperança é que Sérgio Cabral tenha mais medo da opinião pública do que aparenta e confirme o aprovado pelos parlamentares – esses sim se mostraram tementes ao grane apoio popular que o movimento dos bombeiros recebeu.
Uma manhã normal na escola, aonde os alunos fariam prova de ciências. Nada de mais a relatar. Estava mesmo era ansioso para dormir e acordar na hora do jogo. Não poderia ir ao estádio devido ao horário que pegava na usina, novamente uma seção de corujão...
A partida começa e eis que me vejo numa situação inusitada: o bar, quase de esquina com meu prédio, dividiu seu espaço em dois. Na entrada o jogo dos urubus contra o coelho de minas. No fundo, tendo maior espaço, o jogo do gigante da colina contra a raposa. Confesso que no começo senti-me desconfortável, pois próximo a mim havia dois “seres” fardados de jovem fla. Mas pareciam ser inofensivos naquele habitat, inclusive conhecendo a rapaziada do bar.
O time mineiro veio para o empate. Típica armação de Joel Santana com 3 volantes e somente um homem de ligação, o perigoso Montillo. O primeiro tempo começou com o Vasco arrasador. No mesmo instante que saiu o gol do Gaúcho na tv de trás, Eder Luiz tentava driblar o goleiro e desperdiçava a melhor chance do jogo até então. Segunda vez em dois jogos que isto se repete. Será que é tão difícil assim entenderem que Romário era rei porque sabia usar o bico da chuteira nestas situações? Bola na área tem que descançar na rede! Outro mole do nosso queridinho camisa 7 foi uma que recebeu pela esquerda, livre, dentro da grande área e nada de bater de canhota. Novamente um drible e perdeu a bola...
O fato é, o Vasco da Gama tem um sério problema na lateral esquerda, uma lateral direita que dá pro gasto, um armador que vive de apenas dois bons jogos e uma estréia com gol e uma dupla de ataque inconstante: heróis nas finais contra o coxa branca, pouco rendimento ao longo do campeonato. As esperanças são de que o time ganhe mais gana e qualidade com a entrada de Juninho, mas que dificilmente atuará todos os jogos, ou os 90 minutos de todos. Bernardo merece ser titular no lugar de Diego Souza. Mas não que esta posição seja definida para uma partida apenas. É preciso lhe dar uns 3 jogos de confiança. Quem sabe não ser escalado titular numa partida que o foco seja o reizinho?
Quando tudo parecia caminhar para um empate, ou então uma vitória seca num gol cagado no final do segundo tempo, os trapalhões encarnaram nos cruz-maltinos. Pras me recebe uma bola recuada, corta pra dentro da área e quando tudo aprecia que daria mandaria a bola pra frente, não, me volta pra esquerda e manda pro escanteio, quase entregando a pelota para o adversário. Como a falta de gols vascaínos e a lambança não passam impunes na lei kármica do futebol consagrada na máxima “quem não faz leva”, a cobrança de corner da raposa resultou num gol ridículo de Leandro Guerreiro, que cabeceou sozinho, após a “desejada” passar por cima de 3 defensores do gigante!
Pronto! O desastre estava feito. O time partiu para ataques desesperados, mas com poucos chutes de fato. Sempre tentando tocar até um momento ideal que nunca chega... A verdade é que o 1 x 0 para eles definiu o jogo. Os outros dois foram o resultado lógico de contra-ataques esperados num time desesperado. Nada a comentar. Tão pouco irei crucificar o melhor zagueiro do Brasil por uma partida ruim, em que levou um ovinho e cometeu um pênalti desnecessário (provavelmente o cara faria o gol, mas a chance do Prass defender ali era maior que de pegar uma cobrança de penalidade máxima).
Assim, vemos botafogo e flamengo nos superarem na tabela e novamente iremos jogar fora para recuperar os pontos dentro de casa... Podemos sim ganhar este título, mas é preciso outra postura dentro de campo. Dessa vez, o adversário fora é o líder do campeonato! Mas que venha o todo poderoso timão!
Uma manhã normal na escola, aonde os alunos fariam prova de ciências. Nada de mais a relatar. Estava mesmo era ansioso para dormir e acordar na hora do jogo. Não poderia ir ao estádio devido ao horário que pegava na usina, novamente uma seção de corujão...
A partida começa e eis que me vejo numa situação inusitada: o bar, quase de esquina com meu prédio, dividiu seu espaço em dois. Na entrada o jogo dos urubus contra o coelho de minas. No fundo, tendo maior espaço, o jogo do gigante da colina contra a raposa. Confesso que no começo senti-me desconfortável, pois próximo a mim havia dois “seres” fardados de jovem fla. Mas pareciam ser inofensivos naquele habitat, inclusive conhecendo a rapaziada do bar.
O time mineiro veio para o empate. Típica armação de Joel Santana com 3 volantes e somente um homem de ligação, o perigoso Montillo. O primeiro tempo começou com o Vasco arrasador. No mesmo instante que saiu o gol do Gaúcho na tv de trás, Eder Luiz tentava driblar o goleiro e desperdiçava a melhor chance do jogo até então. Segunda vez em dois jogos que isto se repete. Será que é tão difícil assim entenderem que Romário era rei porque sabia usar o bico da chuteira nestas situações? Bola na área tem que descançar na rede! Outro mole do nosso queridinho camisa 7 foi uma que recebeu pela esquerda, livre, dentro da grande área e nada de bater de canhota. Novamente um drible e perdeu a bola...
O fato é, o Vasco da Gama tem um sério problema na lateral esquerda, uma lateral direita que dá pro gasto, um armador que vive de apenas dois bons jogos e uma estréia com gol e uma dupla de ataque inconstante: heróis nas finais contra o coxa branca, pouco rendimento ao longo do campeonato. As esperanças são de que o time ganhe mais gana e qualidade com a entrada de Juninho, mas que dificilmente atuará todos os jogos, ou os 90 minutos de todos. Bernardo merece ser titular no lugar de Diego Souza. Mas não que esta posição seja definida para uma partida apenas. É preciso lhe dar uns 3 jogos de confiança. Quem sabe não ser escalado titular numa partida que o foco seja o reizinho?
Quando tudo parecia caminhar para um empate, ou então uma vitória seca num gol cagado no final do segundo tempo, os trapalhões encarnaram nos cruz-maltinos. Pras me recebe uma bola recuada, corta pra dentro da área e quando tudo aprecia que daria mandaria a bola pra frente, não, me volta pra esquerda e manda pro escanteio, quase entregando a pelota para o adversário. Como a falta de gols vascaínos e a lambança não passam impunes na lei kármica do futebol consagrada na máxima “quem não faz leva”, a cobrança de corner da raposa resultou num gol ridículo de Leandro Guerreiro, que cabeceou sozinho, após a “desejada” passar por cima de 3 defensores do gigante!
Pronto! O desastre estava feito. O time partiu para ataques desesperados, mas com poucos chutes de fato. Sempre tentando tocar até um momento ideal que nunca chega... A verdade é que o 1 x 0 para eles definiu o jogo. Os outros dois foram o resultado lógico de contra-ataques esperados num time desesperado. Nada a comentar. Tão pouco irei crucificar o melhor zagueiro do Brasil por uma partida ruim, em que levou um ovinho e cometeu um pênalti desnecessário (provavelmente o cara faria o gol, mas a chance do Prass defender ali era maior que de pegar uma cobrança de penalidade máxima).
Assim, vemos botafogo e flamengo nos superarem na tabela e novamente iremos jogar fora para recuperar os pontos dentro de casa... Podemos sim ganhar este título, mas é preciso outra postura dentro de campo. Dessa vez, o adversário fora é o líder do campeonato! Mas que venha o todo poderoso timão!
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