domingo, 17 de julho de 2011

16/07/2011 – Vasco da Gama x Atlético-PR – São Januário, Brasileiro,10ª rodada.

É impressionante como o futebol baliza todas as coisas. Esse amor ao Vasco da Gama consegue colocar um simples esporte como parâmetro de todas as relações humanas. Em tudo eles se assemelham.

O dia começava sem que percebesse o amanhecer, enfurnado em mais uma das dobras na Usina Temelétrica Governador Leonel Brizolla. Como não iria trabalhar no Sábado, devido a mais uma permuta daquelas que me fodem a vida, só para ir a São Januário – não ia dês da comemoração da Copa do Brasil –, a manhã foi dedicada a uma pesquisa de preços. A tarde passou num engarrafamento dos infernos na Av. Suburbana, tentando cochilar no desconfortável 638.

Tempo apenas de fritar dois bifes, novamente me dirijo a um ponto de ônibus: dessa vez seria vítima do 665 (principalmente na volta). Antes de matar a saudade do querido lar, umas cervejas geladas com os amigos. Papos diversos: material novo da torcida, festa, moradia, trabalho e política.

Os olhos apaixonados têm comportamento curioso. Só procuram o alvo de sua emoção. Assim, pouco me importava o jogo. Estava era vidrado em Juninho Pernambucano. Meu eterno camisa 8 voltava a minha visão da arquibancada depois de longos anos. Nem me sinto o mesmo daquela época. Mas ele, só cresceu em meu subconsciente. Se fosso psicólogo Yungano, criaria o arquétipo do Juninho Pernambucano, maior atleta que já existiu. Exemplo para as gerações futuras.

Antes que os raros leitores desse blog comecem a me achar louco por falar de cosias sem dar prosseguimento, voltemos a vaca fria do primeiro parágrafo. A impressão que tenho como torcedor, envolto no clima único da arquibancada, é a de que as coisas não fazem muito sentido – bem como não fazem sentido as escolhas que tocam o coração.

Que sentido há em Márcio Careca vestir a camisa cruzmaltina? Ainda mais ser titular?! Aonde reside o sentido mulheres lindas, gentis e carinhosas, se sentirem presas a relacionamentos já fracassados? Que sentido há no gol sofrido pelo Vasco? Vi acontecer e passei o jogo todo me perguntando como diabos levamos aquele gol... Aonde mora a coerência em não fazer idéia do que se sente, nem do que se quer para a vida? Que sentido há na anulação do gol feito pelo Dedé? E o pior, na sua contusão, se foi ele quem “fez” a falta!?! Se não foi falta dele, pior ainda! Qual sentido de se sentir fazer parte dum grupo, e ao mesmo tempo não sentir tesão nenhuma pelo mesmo? Como o golerinho do Atlético me solta aquele chute do Éder Luiz nas pernas de Alecgol?! Dessa vez, sorte nossa as coisas não fazerem sentido! Como pode um estádio que já coube 40 mil pessoas, nunca houve reforma que reduzisse sua capacidade drasticamente, de repente só caber 22 mil? Qual o sentindo de se construir uma mega-loja tampando a visão de parte do parque aquático, se esta visão – além da Capela, e principalmente esta – ser um dos motivos de nãos e levar com muita vontade o fechamento do círculo de arquibancadas de São Januário?!

Enfim, vitória do Vasco, isso sim faz sentido!

Nenhum comentário:

Postar um comentário