quinta-feira, 30 de junho de 2011

29/06/2011 – Vasco da Gama x Cruzeiro – São Januário – Campeonato Brasileiro, 7ª Rodada.

A manhã começava com um pálido sol. Encaminhava-me à escola em que leciono no Bairro da Posse, Nova Iguaçu, saindo da UTE após uma fria madrugada. No rádio, a notícia de que por unanimidade dos presentes, 60 votos, a assembléia legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) aprovara lei de anistia aos Bombeiros Militares. Minha esperança é que Sérgio Cabral tenha mais medo da opinião pública do que aparenta e confirme o aprovado pelos parlamentares – esses sim se mostraram tementes ao grane apoio popular que o movimento dos bombeiros recebeu.

Uma manhã normal na escola, aonde os alunos fariam prova de ciências. Nada de mais a relatar. Estava mesmo era ansioso para dormir e acordar na hora do jogo. Não poderia ir ao estádio devido ao horário que pegava na usina, novamente uma seção de corujão...

A partida começa e eis que me vejo numa situação inusitada: o bar, quase de esquina com meu prédio, dividiu seu espaço em dois. Na entrada o jogo dos urubus contra o coelho de minas. No fundo, tendo maior espaço, o jogo do gigante da colina contra a raposa. Confesso que no começo senti-me desconfortável, pois próximo a mim havia dois “seres” fardados de jovem fla. Mas pareciam ser inofensivos naquele habitat, inclusive conhecendo a rapaziada do bar.

O time mineiro veio para o empate. Típica armação de Joel Santana com 3 volantes e somente um homem de ligação, o perigoso Montillo. O primeiro tempo começou com o Vasco arrasador. No mesmo instante que saiu o gol do Gaúcho na tv de trás, Eder Luiz tentava driblar o goleiro e desperdiçava a melhor chance do jogo até então. Segunda vez em dois jogos que isto se repete. Será que é tão difícil assim entenderem que Romário era rei porque sabia usar o bico da chuteira nestas situações? Bola na área tem que descançar na rede! Outro mole do nosso queridinho camisa 7 foi uma que recebeu pela esquerda, livre, dentro da grande área e nada de bater de canhota. Novamente um drible e perdeu a bola...

O fato é, o Vasco da Gama tem um sério problema na lateral esquerda, uma lateral direita que dá pro gasto, um armador que vive de apenas dois bons jogos e uma estréia com gol e uma dupla de ataque inconstante: heróis nas finais contra o coxa branca, pouco rendimento ao longo do campeonato. As esperanças são de que o time ganhe mais gana e qualidade com a entrada de Juninho, mas que dificilmente atuará todos os jogos, ou os 90 minutos de todos. Bernardo merece ser titular no lugar de Diego Souza. Mas não que esta posição seja definida para uma partida apenas. É preciso lhe dar uns 3 jogos de confiança. Quem sabe não ser escalado titular numa partida que o foco seja o reizinho?

Quando tudo parecia caminhar para um empate, ou então uma vitória seca num gol cagado no final do segundo tempo, os trapalhões encarnaram nos cruz-maltinos. Pras me recebe uma bola recuada, corta pra dentro da área e quando tudo aprecia que daria mandaria a bola pra frente, não, me volta pra esquerda e manda pro escanteio, quase entregando a pelota para o adversário. Como a falta de gols vascaínos e a lambança não passam impunes na lei kármica do futebol consagrada na máxima “quem não faz leva”, a cobrança de corner da raposa resultou num gol ridículo de Leandro Guerreiro, que cabeceou sozinho, após a “desejada” passar por cima de 3 defensores do gigante!
Pronto! O desastre estava feito. O time partiu para ataques desesperados, mas com poucos chutes de fato. Sempre tentando tocar até um momento ideal que nunca chega... A verdade é que o 1 x 0 para eles definiu o jogo. Os outros dois foram o resultado lógico de contra-ataques esperados num time desesperado. Nada a comentar. Tão pouco irei crucificar o melhor zagueiro do Brasil por uma partida ruim, em que levou um ovinho e cometeu um pênalti desnecessário (provavelmente o cara faria o gol, mas a chance do Prass defender ali era maior que de pegar uma cobrança de penalidade máxima).

Assim, vemos botafogo e flamengo nos superarem na tabela e novamente iremos jogar fora para recuperar os pontos dentro de casa... Podemos sim ganhar este título, mas é preciso outra postura dentro de campo. Dessa vez, o adversário fora é o líder do campeonato! Mas que venha o todo poderoso timão!

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